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João Paulo Cunha volta à política 750% mais rico. Jean Wyllys, 80% mais pobre


Catorze anos depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o ex-deputado federal João Paulo Cunha (PT) está de volta à política eleitoral. Durante este tempo, o patrimônio dele aumentou mais de sete vezes, conforme informou à Justiça Eleitoral.

Também voltando às urnas depois de um hiato, o ex-deputado federal Jean Wyllys (PT) viu seu patrimônio encolher 80%. Já o cantor Netinho de Paula (MDB) informou que tem, em bens, valores que não pagam nem 20 minutos do cachê dele.

Ex-presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha é figura histórica do PT e teve cinco mandatos de deputado federal. Sua última participação em processo eleitoral foi em 2012, quando se lançou candidato à prefeitura de Osasco.

Na ocasião, Cunha informou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 375 mil, incluindo uma casa de R$ 183 mil em Osasco, um Celta 04/05 e um lote também em Osasco. Desta vez, seguiu declarando um carro popular (um UP, de R$ 53 mil), mas também uma casa, de R$ 3,1 milhão, em Brasília. Ele concorre novamente a deputado federal, aos 68 anos. A inflação no período foi de 240%.

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do Metrópoles

Colega dele de chapa, Jean Wyllys concorre pela primeira vez pelo PT, em São Paulo, depois de renunciar ao mandato de deputado federal pelo PSOL do Rio de Janeiro em 2019. Fora das eleições de 2022, o eternamente ex-BBB declarou uma redução drástica em seu patrimônio.

Se em 2022 ele tinha R$ 1,2 milhões em bens, incluindo dois apartamentos e uma casa, patrimônio que tinha também em 2018, Wyllys agora declarou apenas dois bens: um apartamento em Salvador, de R$ 100 mil, e uma casa em Alagoinhas (BA), de R$ 150 mil.

Já Netinho de Paula foi vereador pelo PCdoB entre 2009 e 2016 e quase foi eleito senador em 2010. Naquele ano, declarou um patrimônio de R$ 192 mil, reduzido a R$ 23 mil quando voltou a submeter seu nome na urna, como candidato a vereador pelo PDT, em 2016, após oito anos na Câmara.

Agora, na volta à política, o cantor declarou um patrimônio de R$ 50,7 mil, composto por R$ 50 mil em dinheiro, R$ 756 no banco e uma participação de R$ 1 em uma empresa de eventos. O curioso é que o cachê dele é mais do que o triplo disso: R$ 160 mil.

O Metrópoles contou no ano passado que uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou que Netinho mantinha “bastante proximidade” e fazia empréstimos com Ademir Pereira de Andrade, apontado como operador financeiro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).



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