A direção estadual do PL em Alagoas deixou aberto o caminho para o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) voltar à corrida eleitoral ao Senado no estado, caso ele deixe de ser candidato a vice de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa ao Palácio do Planalto.
A decisão foi aprovada em uma reunião virtual extraordinária da comissão executiva estadual do PL alagoano na noite da quarta-feira (5/8), horas após Gaspar ser anunciado por Flávio, em Brasília, como candidato a vice na chapa presidencial.




Ata da convenção do PL de Alagoas
Alfredo Gaspar: candidato a vice-presidente da República
Flávio Bolsonaro definiu Alfredo Gaspar como seu vice
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto
Segundo a ata da reunião, a revogação da escolha de Gaspar como candidato ao Senado ocorreu “exclusivamente” em razão de sua designação para vice. O documento diz que, caso haja qualquer alteração, o deputado volta a ter o direito de concorrer a senador.
“Qualquer nova alteração superveniente na candidatura nacional de ALFREDO GASPAR DE MENDONÇA NETO ao cargo de Vice-Presidente da República tornará, automaticamente e de pleno direito, sem efeito a deliberação constante do item “I”, hipótese em que restabelecer-se-á para todos os fins de direito a escolha regularmente realizada na Convenção Estadual ordinária, observados os prazos e as condições da legislação eleitoral vigente”, diz a ata.
Na prática, o mecanismo permite que Gaspar volte a ser candidato ao Senado por Alagoas, caso deixe a chapa presidencial de Flávio antes do encerramento dos prazos eleitorais. A previsão evita que o PL precise realizar uma nova escolha do zero no estado.
A decisão do PL alagoano ocorre em meio ao desgaste sofrido por Flávio após anunciar seu vice. O anúncio trouxe à tona a acusação contra Gaspar por um suposto crime de estupro de vulnerável, apresentada em março pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
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O caso foi enviado à Polícia Federal (PF), que pediu ao STF a abertura de um inquérito. O pedido caiu nas mãos do ministro Gilmar Mendes, que solicitou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer antes de decidir se abre ou não a investigação.
Como revelou a coluna, a PGR pediu diligências à PF antes de se pronunciar. O pedido foi feito pela Procuradoria em 21 de maio, mas só foi despachado por Gilmar à Polícia Federal na quarta-feira, após Gaspar ser anunciado como candidato a vice de Flávio.
O deputado do PL alagoano nega a acusação de forma veemente. Como noticiou a coluna, o jurídico da campanha de Flávio enviou ofício à PGR cobrando celeridade na realização de um exame de DNA com a suposta vítima para provar a inocência do parlamentar.
Procurado pela coluna na manhã desta sexta-feira (7/8), Gaspar confirmou que participou da reunião do PL alagoano, mas disse não haver chance de ser candidato ao Senado. “Não tem possibilidade de ser candidato a mais nada. Só a vice”, afirmou o deputado.




