FACÇÃO CRIMINOSA
Segundo Justiça Federal, Paulinho Neblina, do PCC, desenvolveu doença mental grave, que estaria sendo agravada pelas condições da prisão
A Justiça Federal autorizou a transferência de Paulo Cézar Souza Nascimento Júnior (foto de destaque), apontado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) como uma das lideranças da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), de um presídio de segurança máxima para um hospital psiquiátrico. A decisão, tomada em maio deste ano, foi baseada em um laudo de insanidade mental do acusado, acometido por uma doença mental grave que estaria sendo agravada pelas condições do local onde estava detido.
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Paulinho Neblina, como é conhecido, tem 53 anos, e acumula décadas de detenção em diferentes prisões, por uma série de motivos. Até essa transferência, realizada no dia 1º de junho, ele se encontrava há oito anos na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Agora, está internado no Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HTCP) de Taubaté, no interior de São Paulo.
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A transferência, autorizada pela 5ª Vara Federal Criminal de Campo Grande, se baseia no laudo de insanidade mental do acusado, recebido pelo Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul (TJMS) em 11 de maio deste ano.
Segundo o documento, consultado pelo Metrópoles, foi registrado o surgimento de sintomas psicóticos agudos, como “delírios persecutórios, alucinações auditivas e sinais da Síndrome de Capgras” — distúrbio mental raro em que a pessoa crê de forma convicta que um familiar ou pessoa próxima foi trocado por um impostor idêntico.
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