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Seis policiais militares vão sentar no banco dos réus no dia 26 de outubro para responder à acusação de envolvimento na morte de Gladevan Melo de Souza Júnior, de 25 anos, conhecido como Mãozinha, ocorrida em 2019. O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri, a partir das 7h30, na sala de audiência da 8ª…
Seis policiais militares vão sentar no banco dos réus no dia 26 de outubro para responder à acusação de envolvimento na morte de Gladevan Melo de Souza Júnior, de 25 anos, conhecido como Mãozinha, ocorrida em 2019. O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri, a partir das 7h30, na sala de audiência da 8ª Vara Criminal da Capital, no Fórum Jairon Maia Fernandes, no Barro Duro, em Maceió.
O crime aconteceu em 16 de fevereiro de 2019, no Conjunto Graciliano Ramos, na Cidade Universitária, parte alta da capital alagoana. Após a morte de Mãozinha, a Polícia Civil de Alagoas iniciou as investigações, que resultaram em versões diferentes sobre o que ocorreu dentro da residência e sobre a atuação dos policiais durante a ocorrência.
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Os policiais denunciados são Denysson Quirino Botelho, Paulo Elói dos Santos Júnior, Vicente Rafael Lima Nascimento, Sebastião Cícero Oliveira Lins, Carlos Humberto da Silva Bahia e Marcos Souto de Santana.
Na versão apresentada pelos acusados, na ocasião, a guarnição estava em patrulhamento quando avistou Gladevan correndo para dentro de uma residência. Ainda conforme o relato policial, ele teria efetuado disparos contra os militares, o que teria provocado o revide da guarnição.
O relatório da ocorrência registra ainda que teria sido apreendido com a vítima um revólver Taurus calibre .38, com três munições intactas e duas deflagradas. Também teriam sido encontrados nove aparelhos celulares, maconha e eletrodomésticos.
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No entanto, a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL) descreve uma dinâmica diferente para a morte.
Segundo a acusação, Gladevan estava em casa com a esposa quando três policiais encapuzados teriam ordenado que a porta fosse aberta. Dois deles teriam levado a vítima para um quarto, enquanto um dos policiais teria apontado uma arma para a cabeça da mulher e a ameaçado.
Conforme a denúncia, a esposa de Gladevan foi retirada do imóvel, enquanto os outros policiais permaneceram com a vítima. Em seguida, ainda segundo o Ministério Público, três disparos foram efetuados contra Gladevan, que morreu dentro da residência.
A acusação também sustenta que, após o crime, a cena teria sido modificada com o objetivo de dificultar a investigação.
Segundo a denúncia, teriam sido identificados vestígios de limpeza de sangue, alteração na posição de móveis e retirada do colchão do quarto. A acusação afirma ainda que outros elementos teriam sido modificados para criar a aparência de uma suposta resistência armada.
O laudo de local de crime mencionado nos autos também registrou sinais de arrombamento no portão da residência e na porta do quarto, além de perfurações no sentido do corredor para dentro da suíte.
Outro ponto destacado pela perícia foi a ausência de elementos de munição de arma de fogo no local periciado.
As defesas, por sua vez, contestaram as acusações e pediram a absolvição dos policiais, sustentando suas próprias teses no processo.
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