Ônibus foi atingido por tiro em Vicente de Carvalho — Foto: Marcelo Alves/ TV Globo
A fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (12), durante um confronto entre policiais militares e homens armados na região da comunidade do Trem. Aline foi atingida no pescoço, o que provocou uma lesão na…
A fonoaudióloga Aline de Siqueira Affonso, de 53 anos, foi baleada dentro de um ônibus em Vicente de Carvalho, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (12), durante um confronto entre policiais militares e homens armados na região da comunidade do Trem.
Aline foi atingida no pescoço, o que provocou uma lesão na região cervical. Ela está em estado grave, no CTI do Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, após passar por uma cirurgia de emergência que levou 4h30. Ela estava a caminho do plantão no hospital onde trabalha, no Humaitá.
Segundo a Polícia Militar, agentes foram atender uma ocorrência na Avenida Meriti quando foram atacados a tiros. Houve confronto, e uma viatura que estava próxima prestou apoio aos PMs. Os criminosos fugiram.
Após o tiroteio, os policiais foram informados de que uma passageira havia sido atingida dentro do coletivo da linha 629 (Irajá x Saens Peña).
Um policial militar assumiu a direção do ônibus e levou a mulher ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, também na Zona Norte. Os demais agentes abriram caminho pelo trânsito para agilizar o deslocamento e prestaram socorro.
Ao chegar à unidade de saúde, o ônibus se envolveu em uma colisão com uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não há informações sobre feridos nesse acidente.
Antônio Figueiredo, inspetor da empresa de ônibus, esteve no Hospital Getúlio Vargas e disse que a situação foi de pânico.
“O motorista estava conduzindo o veículo pela Avenida Meriti e, na altura do colégio Pio XII, ouviram tiros. Os passageiros ficaram apavorados, queriam descer e avisaram que uma pessoa tinha sido atingida dentro do carro. Ele abriu as portas e todos eles entraram no colégio e se jogaram no chão, com medo”, disse Figueiredo.
Ele destacou a importância do apoio do policial, que possui habilitação para ônibus, na condução do veículo até a unidade de saúde.
“O policial, quando viu o estado do motorista, que ficou muito nervoso, deram até água com açúcar para ele, não tinha condições. Então ele não pensou duas vezes: entrou no ônibus e o conduziu até aqui”, explicou.
A Polícia Militar informou que o policiamento foi reforçado na região da comunidade do Trem, em Vicente de Carvalho.
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