CRISE GLOBAL
Cortes e encerramento de fábricas estão focados na Alemanha, mas mercado brasileiro acompanha com atenção os desdobramentos da reestruturação
Uma das maiores fabricantes de veículos do planeta prepara um plano global de ajustes capaz de atingir fábricas, trabalhadores e cidades que dependem da indústria automotiva. O grupo que abriga a 2ª maior montadora do Brasil estuda medidas que podem reduzir em até 100 mil o número de funcionários nos próximos anos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
A companhia em questão é o Grupo Volkswagen, que além de operar como a 2ª maior montadora do Brasil, controla marcas globais como Audi, Porsche, Škoda, Seat e Cupra.
Leia também
Além dos cortes de empregos, quatro grandes unidades industriais na Europa enfrentam incertezas por ainda não terem novos projetos confirmados. Por isso, a 2ª maior montadora do Brasil e suas marcas associadas avaliam desde a diminuição de turnos até o cenário mais extremo: o fechamento definitivo de plantas.
A possibilidade de uma redução massiva no quadro de funcionários ganhou força após uma comunicação interna do CEO global, Oliver Blume. O executivo reconheceu que a empresa por trás da 2ª maior montadora do Brasil precisa reduzir custos de forma urgente e que cerca de 50 mil demissões adicionais podem ocorrer pelo mundo.
Esse volume se somaria aos programas de reestruturação que já preveem a saída de outros 50 mil trabalhadores até 2030. Caso o novo plano avance integralmente, o conglomerado da 2ª maior montadora do Brasil reduzirá em 100 mil os postos de trabalho globais.
Mais de 28 mil saídas já foram confirmadas
O plano anterior da matriz da 2ª maior montadora do Brasil previa eliminar 35 mil postos até o fim da década, sendo que mais de 28 mil trabalhadores já acertaram o desligamento por aposentadoria e demissão voluntária.
Apesar disso, Oliver Blume revelou que a matriz europeia mantém custos 20% acima dos principais concorrentes, exigindo medidas drásticas da marca que atua como a 2ª maior montadora do Brasil.
Crise global atinge a 2ª maior montadora do Brasil: 4 fábricas estão em risco
O plano de cortes provoca forte apreensão sobre o futuro de quatro fábricas alemãs do grupo: Emden, Hannover, Zwickau e Neckarsulm. Embora ainda mantenha forte presença na América Latina, a crise na matriz afeta a distribuição global de recursos e produção.
Sem veículos substitutos definidos para os modelos atuais, essas unidades correm o risco de fechar. Contudo, os sindicatos que atuam na Alemanha possuem forte representação no conselho e prometem resistir ao encerramento de fábricas.
Pressão chinesa acelera decisões
A forte concorrência de veículos elétricos chineses é o motor dessa reestruturação. As vendas do conglomerado que lidera como a 2ª maior montadora do Brasil despencaram 36,6% na China no segundo trimestre de 2026.
Para competir com a tecnologia chinesa e financiar novos modelos, a matriz da 2ª maior montadora do Brasil precisa economizar bilhões de euros, pressionando ainda mais a folha de pagamento global.
Como ficam as fábricas da 2ª maior montadora do Brasil?
Apesar do forte impacto na Europa, o plano da matriz não prevê, neste momento, o fechamento das unidades brasileiras. A 2ª maior montadora do Brasil mantém suas operações industriais em São Bernardo do Campo (SP), Taubaté (SP), São Carlos (SP) e São José dos Pinhais (PR).
Mesmo assim, o setor automotivo local segue em alerta: uma reestruturação de 100 mil empregos no grupo que controla a 2ª maior montadora do Brasil pode recalibrar os investimentos e os lançamentos futuros para o mercado nacional.




