Um dos suspeitos de cometer uma chacina em Formosa (GO), Mauricio Correa Silvério da Silva gravou um vídeo, que viralizou na redes sociais, explicando o porquê de ter cometido o crime desta terça-feira (11/8). De acordo com o relato, as quatro vítimas foram assassinadas pois estavam ameaçando e perseguindo membros da família devido a uma dívida de R$ 250 mil.
Veja vídeo:
No vídeo, Mauricio chega a afirmar que a família não sabe o que as vítimas fariam com os parentes dele, mas acredita que iam matar. Ele diz ainda que “revidou”, o que suspeitava que os quatro assassinados iriam fazer.
“Deus me livre sabe o que que eles iriam fazer com meu tio, com certeza iriam matar, né? Porque eles estavam armados. […] Meu pai revidou, eu revidei, o Rodrigo revidou, porque tipo assim, nós não esperava que eles reagissem dessa forma, né, doutor? Mas o pessoal faccionado de São Paulo com certeza veio para executar. E foi isso que aconteceu”, falou durante o vídeo.
O pai de Mauricio, Matusalém Silvério da Silva, também chegou a gravar um vídeo narrando o ocorrido. Na versão apresentada, contou que os disparos efetuados por ele foram uma tentativa de proteger o filho que estava sendo perseguido pelos quatro homens. O suspeito chegou a dizer que não queria que a situação tivesse o fim que teve. Ele foi preso nesta sexta-feira (14/8), após se entregar em uma delegacia de São Luís de Montes Belos (GO).
Segundo o delegado da Polícia Civil de Goiás (PCGO) que apura o caso, José Antônio Sena, os vídeos têm como objetivo construir uma realidade paralela da que fato ocorreu. Ou seja, construir que o crime seja um caso de legítima defesa.
Suspeitos foram presos e depois liberados
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) procura por Rodrigo Anderson Barbosa e Mauricio Correa Silvério da Silva, foragidos por envolvimento na chacina de quatro pessoas em Formosa (GO).
Além deles, o pai de Maurício, o policial militar da reserva Matusalém Silvério da Silva, também é investigado pelas mortes. Ele foi preso nesta sexta-feira (14/8), após se entregar em uma delegacia de São Luís de Montes Belos (GO).
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Os três suspeitos chegaram a se apresentar na delegacia do município goiano na madrugada dessa quinta-feira (13/8) acompanhados de um advogado. No entanto, foram liberados por não haver mandado de prisão em aberto.
Após se apresentar na delegacia, o policial apontado como responsável pelos disparos que mataram quatro homens em Formosa (GO) afirmou que agiu em legítima defesa e que reagiu após Mauricio ser perseguido por integrantes de um grupo de São Paulo.
Segundo o policial, o filho ligou para ele desesperado após perceber que estava sendo perseguido.
“Não era para ter acontecido dessa maneira, mas, quando o meu filho ligou, desesperado, que o pessoal de São Paulo tinha seguido Rodrigo, estava perseguindo Rodrigo, deram disparo. Eu já fiquei desesperado com o meu filho”, disse.
Na sequência, o homem afirmou que os suspeitos chegaram à casa dele e efetuaram disparos. Segundo ele, um dos tiros partiu de dentro da caminhonete e atingiu o vidro do imóvel.
O policial afirmou ainda que não queria que as mortes acontecessem, mas que não permitiria que o filho fosse responsabilizado pela dívida.
Entenda o caso
- Quatro homens foram mortos a tiros, na tarde de terça-feira (11/8), no Setor Parque Lago, em Formosa (GO), Entorno do Distrito Federal;
- As quatro vítimas foram identificadas como Gustavo Fernandes Graças, Gustavo Aurélio, André Ferreira, apelidado como Tarobá, e Luiz Antônio Rodrigues, conhecido pelo apelido de Nego;
- Segundo as diligências, a cobrança de uma dívida de R$ 250 mil teria motivado a chacina;
- Na ocasião, os quatro homens foram até a casa do PM para cobrar a quantia, mas foram mortos dentro de uma caminhonete;
- O militar é apontado como responsável pelos disparos que mataram os quatro homens;
- Além dele, o filho do PM e um terceiro suspeito teriam participado da ação.
A Polícia Civil de Goiás solicita que qualquer informação que possa levar ao paradeiro dos foragidos seja comunicada, de forma anônima, pelo Disque-Denúncia 197 ou pelo telefone 61 36317793, da GIH de Formosa – 11ª DRP.




