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“É um abraço inexplicável”, diz mãe sobre acolhimento recebido durante procedimento de filho com TEA no Hospital da Cidade


No Hospital da Cidade, acolhimento faz diferença no cuidado de crianças com autismo. Fotomontagem: David Silas/ Ascom Maceió Saúde

Quando o filho precisa de atendimento de saúde, a preocupação de Lívia Dayane Romão de Almeida Bulhões começa muito antes de chegar ao hospital. Mãe de Danilo de Almeida, 5 anos, ela conhece os desafios de acompanhar uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 3 de suporte e não verbal, especialmente em situações…

Quando o filho precisa de atendimento de saúde, a preocupação de Lívia Dayane Romão de Almeida Bulhões começa muito antes de chegar ao hospital. Mãe de Danilo de Almeida, 5 anos, ela conhece os desafios de acompanhar uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), nível 3 de suporte e não verbal, especialmente em situações que envolvem contato físico, mudanças na rotina e procedimentos médicos.

Moradora do município de Satuba, região metropolitana de Maceió, Lívia procurou o Hospital da Cidade (HC) depois de um fim de semana difícil. Danilo apresentava uma inflamação e estava sem conseguir se alimentar adequadamente em razão de problemas odontológicos. No hospital, nesta quarta-feira (19), ele foi submetido a um procedimento no centro cirúrgico para remoção de focos infecciosos e restauração de dentes permanentes com resina composta.

Para a mãe, no entanto, o que marcou a passagem pelo hospital foi a forma como Danilo e ela foram recebidos desde os primeiros momentos. “Ao chegar aqui, a primeira coisa que eu observei foi a forma humana como eu, enquanto mãe de uma criança TEA, fui recepcionada. Eu tenho um filho de 5 anos, ele é TEA, nível 3 de suporte, não verbal. E nós sempre enfrentamos complicações com a parte de cuidados odontológicos com ele, porque ele é rígido no comportamento”, conta Lívia.

O menino Danilo apresenta resistência ao toque e a determinadas intervenções, o que pode tornar uma ida ao serviço de saúde uma experiência especialmente delicada. No Hospital da Cidade, a equipe iniciou o atendimento com orientações e preparação antes do procedimento, permitindo que a criança tivesse tempo para se adaptar ao ambiente. “Eu fui recebida superbem na recepção, já fizeram um encaminhamento para a gente poder subir para o quarto e ele fazer o preparatório, antes de entrar no centro cirúrgico”, relata.

A preparação seguiu no centro cirúrgico. De acordo com Lívia, antes do início do procedimento, profissionais conversaram e brincaram com Danilo, até que ele estivesse mais tranquilo. A estratégia, segundo a mãe, fez diferença para que o filho passasse pelo atendimento com mais segurança. “A gente chegou no centro cirúrgico, fomos muito bem atendidos pelo anestesista. Teve todo um momento de acolhimento, de brincadeira, de falar com ele, até ele realmente relaxar e o procedimento iniciar”, diz.

“Como mãe de uma criança com autismo, eu falo, por mim, o autismo não é nada fácil. Então, ter pessoas que olhem para você, olhem para o seu filho, olhem para a condição do seu filho e lhe acolham, é um abraço, um abraço, eu posso dizer, um abraço inexplicável. Estar aqui, fez com que eu me sentisse bem, em um ambiente que traz pessoas humanas, que traz pessoas que pensam no próximo e que não são apenas profissionais no sentido mais técnico. Há uma humanidade”, acrescentou Lívia.

No Hospital da Cidade, a busca por uma assistência qualificada envolve tanto a organização dos processos, quanto a atuação das equipes diante das particularidades de cada paciente.

“A assistência de qualidade começa pela capacidade de enxergar o paciente para além da sua condição clínica. Cada pessoa chega ao hospital com uma história e necessidades próprias, e isso precisa ser considerado pela equipe. O relato dessa mãe mostra como pequenas atitudes, quando feitas com atenção e respeito, podem mudar completamente a experiência de uma família dentro de um serviço de saúde”, pontua a diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes.

Administrado pelo Maceió Saúde, organização social sem fins lucrativos, o Hospital da Cidade é referência em atendimento de baixa e média complexidade em Alagoas. A administração da unidade trabalha com processos assistenciais padronizados, uso eficiente dos recursos, segurança do paciente e qualificação permanente das equipes.

Para a diretora-presidente do Maceió Saúde, Camila Porciúncula, a experiência vivida por Lívia e Danilo traduz, na prática, o propósito de uma gestão voltada para a melhoria da assistência.

“Quando uma família chega ao hospital em um momento de preocupação, ela precisa encontrar uma estrutura preparada, mas também profissionais atentos às suas necessidades. O nosso trabalho é criar condições para que a qualidade da gestão se reflita na ponta, no atendimento, na segurança e na experiência de cada paciente. O caso do Danilo mostra que eficiência e cuidado caminham juntos”, complementa a gestora.





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