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Morte de Ana Waleska foi acompanhada por liderança do CV através de videochamada


Traficante Rafinha 99 teria alertado que ela não era o alvo da ação

Ana Waleska foi assassinada por engano no Benedito Bentes. Reprodução

O assassinato da advogada Ana Waleska foi acompanhado em tempo real, por meio de videochamada, pela liderança da facção Comando Vermelho (CV) que está no Rio de Janeiro, o Rafinha 99, conforme informações repassadas pela Polícia Civil de Alagoas (PCAL), em coletiva na tarde desta quinta-feira (20).

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De acordo com a PC, ele teria ordenado a execução de uma mulher que estava em dívida com a facção. Para isso, cooptou duas pessoas para efetuar o crime. Um deles foi o condutor da moto, o qual relatou à polícia que, por meio da videochamada, Rafinha 99 alertou – após o primeiro disparo – que a mulher atingida não se tratava do alvo correto, mas isso não foi suficiente para que o atirador cessasse os tiros.

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Segundo o delegado Igor Diego, coordenador da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), a mulher que seria alvo da ação é traficante de drogas e teria perdido uma pistola e cerca de 200 gramas de cocaína, causando prejuízo para a facção. Por esse motivo, ela seria executada.

Ainda segundo o delegado, os dois ocupantes da moto não tinham conhecimento da identidade de Ana Waleska e não sabiam que ela era advogada e nem filha de um policial civil. Antes de saírem para cometer o crime, eles receberam apenas uma foto do alvo e a indicação do local onde o homicídio seria efetivado.

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Ana Waleska foi assassinada na noite da última terça-feira (18), enquanto passeava com o cachorro de estimação no bairro do Benedito Bentes. Ela chegou a correr para fugir dos disparos, mas foi alcançada e executada friamente pelos criminosos.



Fonte: Gazetaweb