Existem algumas dúvidas comuns acerca do uso de manipulados: todos podem usar? Um produto manipulado é mais forte? As fórmulas ajudam a emagrecer? Pensando nisso, o Metrópoles entrevistou a nutricionista Danielle Rangel para esclarecer os principais mitos e riscos relacionados ao uso desses produtos.
Confira!
Manipulados ajudam a emagrecer?
Os manipulados podem fazer parte de uma estratégia de emagrecimento em situações específicas, mas Danielle alerta para as promessas de “fórmulas para emagrecer”.
“O emagrecimento não deveria ser tratado como simplesmente encontrar uma combinação de substâncias que ‘acelere o metabolismo’”, explica a especialista.
É necessário entender os motivos que dificultam a perda de peso de cada pessoa e avaliar o contexto como um todo antes de indicar qualquer fórmula.
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do Metrópoles Vida & Estilo


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Fórmula não é para todo mundo
Segundo a nutricionista, o fato de um produto ser manipulado não significa que ele seja automaticamente mais adequado, mais seguro ou mais eficaz para todas as pessoas.
“A manipulação faz sentido principalmente quando existe uma necessidade específica de individualização, como ajuste de dose, associação de determinados componentes ou uma apresentação que não está disponível comercialmente.”
De acordo com a profissional, a principal vantagem é justamente a possibilidade de personalização. Em determinadas situações, é possível adaptar dose, concentração, forma farmacêutica e, quando tecnicamente apropriado, combinar ativos de acordo com a necessidade do paciente.

Não necessariamente é mais forte
Danielle Rangel ressalta que um produto manipulado não é automaticamente mais potente. O que pode acontecer é ele ser mais precisamente ajustado à necessidade individual.
“Uma dose maior não significa necessariamente um resultado melhor e, dependendo do ativo, pode inclusive aumentar o risco de efeitos adversos”, alerta a especialista em saúde hormonal.
Apesar disso, algumas pessoas podem apresentar resultados melhores com manipulados. Isso pode acontecer porque o tratamento está mais adequado às necessidades individuais do paciente. Porém, é preciso considerar também fatores como alimentação, rotina, sono, atividade física, uso de medicamentos e condições clínicas.


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“Natural” não significa que não oferece riscos
Danielle ressalta que o fato de uma substância ser natural não significa que ela seja automaticamente segura. Plantas, extratos e outros componentes naturais podem interagir com medicamentos e provocar alterações na pressão arterial, frequência cardíaca, coagulação e outras funções do organismo.
Para a nutricionista, antes de recorrer a uma fórmula manipulada, o ideal é avaliar se há indicação e quais são as necessidades individuais do paciente.
“Não comece pelo produto. Comece pela necessidade. Antes de perguntar ‘qual fórmula eu devo tomar?’, pergunte ‘o que eu preciso tratar?’. A partir daí, o profissional consegue avaliar se a manipulação realmente é a melhor estratégia ou se existe uma opção industrializada, alimentar ou comportamental mais adequada”, conclui.




