Games, competições, cosplay, RPG e cultura pop tomaram conta da Arena Mané Garrincha nessa sexta-feira (21/8). O primeiro dia do Metrópoles Game Festival reuniu competidores, narradores, cosplayers, famílias e fãs de diferentes gerações em uma programação dedicada aos jogos eletrônicos e analógicos.
Realizado pelo Grupo Metrópoles, com apoio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Distrito Federal (Secti), o festival segue até domingo (23/8), com entrada gratuita. Ao todo, a programação contempla 28 jogos e modalidades, mais de 500 competidores e R$ 78 mil em premiações.
Na abertura, o clima de decisão movimentou as arenas competitivas. As finais de League of Legends e Dota 2 dividiram as atenções na área de PC e dispositivos móveis, enquanto os torneios de Mortal Kombat 1, 2XKO, Granblue Fantasy e Gran Turismo 7 ocuparam o palco dedicado aos consoles.


Competição de E-Sport
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Fliperamas vintage garantem a diversão dos visitantes
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Elenco de dubladores de Genshin Impact no palco do Metrópoles Game Festival
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Partidas de RPG
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Palco do Metrópoles Game recebe dubladores de Genshin Impact
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Espaço para board games e descompressão
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Espaço RPG e espaço neurodivergente
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A programação também levou ao Palco Principal os dubladores de Genshin Impact e da websérie Helluva Boss. Os convidados conversaram com os fãs e compartilharam curiosidades sobre o trabalho de dublagem. Encerrando a noite, a banda Maverick Hunters apresentou versões de trilhas marcantes dos games, com temas de Mega Man, Super Mario e The Legend of Zelda. Confira como foi o primeiro dia:
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Banda Maverick Hunters toca temas icônicos de jogos clássicos como Megaman, Mario Kart e muitos outros
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Competição de Just Dance
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Público aproveita a Arena Freeplay
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Campeonato de Mortal Kombat
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Os visitantes aproveitaram para jogar board games
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Board games
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Área dos desenvolvedores Indie
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Visitantes puderam aproveitar e se divertir na área de Just Dance
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Pinturas de miniaturas
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Evento contou com tradução em LIBRAS
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Miniaturas, terrenos e cenários para RPG de Mesa
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Mudeu de Consoles e Action Figures
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Museu de Consoles e Action Figures
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Campeonato de jogos competitivos
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Estrutura agrada aos visitantes
Além dos campeonatos, a estrutura oferece experiências para quem deseja conhecer outras vertentes do universo gamer. Arena FreePlay, Arena TCG, Museu do Videogame, Vitrine de Colecionáveis, jogos de tabuleiro, RPG, oficinas de pintura, expositores e um espaço para pessoas neurodivergentes fazem parte do circuito.
Raquel Gomes, de 23 anos, conhecida como Mia, participou da abertura como narradora do campeonato de League of Legends. Para a ocasião, ela estreou um cosplay de Ahri, personagem do jogo.
“A estrutura está muito boa, os palcos estão muito bons e os campeonatos são incríveis. Tem muitos estandes, muita coisa para comprar, espaço amplo e cosplay. Está incrível”, elogiou.

Wendel Silva Costa, de 30 anos, também aprovou a experiência. Acostumado a acompanhar torneios como espectador, ele decidiu competir pela primeira vez em uma disputa de Mortal Kombat 1.
“Já participei de vários eventos, e este superou as minhas expectativas. A área é muito boa e espaçosa, e cada jogador consegue se sentir à vontade. Também gostei muito da variedade, com jogos de corrida e de luta”, comentou.

Apesar da ansiedade pela estreia, Wendel garantiu que se preparou para o desafio. “Eu nunca tinha participado, apenas assistia. Esta foi a primeira vez que joguei. Estava muito animado e treinei bastante”, contou.
Sonho de infância inspira criação do festival
Durante a cobertura, a coluna Claudia Meireles conversou com o idealizador do Metrópoles Game Festival, Luiz Eduardo Estevão. Apaixonado por videogames desde criança, ele contou que o projeto representa a realização de um desejo antigo.
“O Metrópoles Game Festival foi um sonho. Eu quero fazer um evento de videogame desde moleque. Em 1998, foi a primeira vez que peguei em um controle e nunca mais larguei”, relembrou.

Luiz Eduardo acompanhou de perto cada etapa da preparação, incluindo a identidade visual e a organização dos ambientes. O processo, segundo ele, exigiu dedicação e ajustes até os últimos momentos da montagem.
“Foi uma trabalheira, porque a gente queria que tudo ficasse o mais perfeito possível. Das artes aos vídeos, tudo passou por mim. Todo mundo trabalhou muito para conseguir fazer isso aqui ser incrível”, afirmou.
Ao circular pelas arenas e acompanhar a recepção dos visitantes, o idealizador celebrou o resultado. Algumas áreas registraram uma movimentação maior do que ele havia projetado.
“Eu estou realmente muito feliz. Ver isso aqui cheio, com áreas mais movimentadas do que eu esperava, é uma felicidade indescritível. Conseguir fazer esse evento e vê-lo ser um sucesso é muito especial”, declarou.

A proposta também busca ampliar o contato do público com diferentes segmentos e contribuir para o fortalecimento da cultura gamer no Distrito Federal.
“Espero que mais gente se envolva com outras áreas da cultura gamer. Quem nunca jogou outro tipo de jogo, que jogue; quem nunca experimentou RPG ou jogo de tabuleiro, que experimente. Também queremos incentivar Brasília a receber cada vez mais eventos desse tipo e dessa qualidade”, destacou Luiz Eduardo.

Experiências para além das telas
A variedade da programação também chamou a atenção de João Lucas Penumbra, competidor de Super Smash Bros. Ele aproveitou o primeiro dia para conhecer a estrutura antes de participar das disputas de sábado.
João destacou o Espaço Neurodivergente, preparado para oferecer um ambiente mais tranquilo em meio à movimentação do festival.
“Só de entrar, já dá uma clareada na mente e uma relaxada. O evento está muito legal e bem organizado. Para mim, um dos principais atrativos também foram as premiações”, avaliou.

Na área de RPG, o workshop conduzido por Camila Barros, responsável pelo perfil mini.aturei no Instagram, apresentou aos participantes as etapas da pintura de miniaturas. A atividade incluiu preparação das peças, pintura e técnicas de personalização.
“Cada workshop é um momento de conhecer pessoas e apresentar um novo hobby. No começo, algumas acham que não vão conseguir ou que a peça é pequena demais, mas, quando iniciam, esquecem da vida. Todo mundo diz que não viu o tempo passar. É uma terapia”, explicou Camila.
Davi Canabrava, do Mercado RPG, ressaltou que Brasília possui uma comunidade consolidada de jogadores, criadores e colecionadores. Na avaliação dele, o festival amplia a visibilidade do mercado local e apresenta o RPG a novos públicos.

Entre os participantes da atividade estavam Felipe Carloni e a esposa, Maísa Santana. Recém-chegado ao universo do RPG, Felipe havia inscrito a companheira no workshop, mas acabou convencido por ela a também assumir os pincéis. Juntos, os dois passaram cerca de duas horas pintando as próprias miniaturas.
“Eu comecei a jogar RPG há pouco tempo e nunca tinha pintado uma miniatura. Inscrevi minha esposa, ela me chamou também e me fez pintar. Foram duas horas ali. Foi muito legal e interessante”, relatou Felipe.
Maísa, que já costuma pintar em casa como forma de distração, destacou a concentração e a paciência exigidas durante a oficina. “É muito pequenininho, então exige uma concentração muito grande. Ao mesmo tempo, é divertido. Estou gostando bastante e valeu a pena”, afirmou.

Depois do workshop, o casal pretendia conhecer outras atrações do festival. Felipe demonstrou interesse especial pela Arena FreePlay e revelou que planejava retornar no dia seguinte. “Quero conhecer as áreas de jogos liberados. Eu pretendia vir para isso, mas fui puxado para a pintura”, brincou.
Entre partidas decisivas, oficinas, encontros e descobertas, o primeiro dia transformou a Arena Mané Garrincha em um ponto de convivência para a comunidade gamer. A diversidade de atrações permitiu que tanto jogadores experientes quanto visitantes curiosos encontrassem diferentes maneiras de participar da programação.
O Metrópoles Game Festival continua neste sábado (22/8), das 13h às 22h, e no domingo (23/8), das 12h às 21h. A entrada é gratuita, e os ingressos podem ser retirados no site oficial do evento.
Serviço
Metrópoles Game Festival
Quando: 21, 22 e 23 de agosto
Horários: sábado, das 13h às 22h; domingo, das 12h às 21h
Onde: Arena Mané Garrincha, Brasília
Entrada: gratuita
Confira quem esteve no evento, pelo olhar de Gustavo Lucena:


























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