Israel não deve retirar militares da Síria enquanto existirem “ameaças” contra o Estado judeu. A informação foi divulgada nesta terça-feira (25/8) pelo ministro da Defesa israelense, Israel Katz, durante visita surpresa ao território sírio, em uma região ocupada por tropas de Tel Aviv no sul da Síria.
“Não nos retiraremos do Monte Hermon ou da zona de segurança enquanto houver ameaças jihadistas contra o Estado de Israel”, afirmou o ministro da Defesa.
Katz ainda aproveitou a estadia na Síria para enviar um recado ao novo presidente do país, Ahmed al-Sharaa.
“A mensagem para o presidente sírio é clara: quando você acordar pela manhã no palácio em Damasco, olhe em direção ao Monte Hermon e verá as Forças de Defesa de Israel (FDI) — saiba que estamos aqui para proteger nossas comunidades e nossa fronteira”, declarou o ministro israelense.
O Monte Hermon está localizado, em partes, nas Colinas de Golã. A região é ocupada desde 1967 por Israel, após a Guerra dos Seis Dias.
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do Metrópoles
Além da área, as FDI também controlam uma zona tampão antes sob a responsabilidade de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU), cujo objetivo era separar forças sírias e israelenses. A tomada da região aconteceu em 2024, após a queda do ex-presidente Bashar al-Assad.
A fala de Katz acontece dias após Israel bombardear a base de Abu Duhur, localizada no noroeste da Síria.
Sem apresentar provas, o governo Benjamin Netanyahu afirmou que a operação teve como objetivo de impedir o possível deslocamento de tropas da Turquia para a Síria.
Síria condena ida de Katz ao país
O governo da Síria classificou a entrada de Israel Katz no território do país como “ilegal”, e uma “violação flagrante da soberania” síria.
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados da Síria afirmou que a ação é viola os termos do Acordo de Desengajamento de 1974 — que formalizou um cessar-fogo entre os dois países na década de 1970.




