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MPSP denuncia médica por homicídio e negligência após criança morrer em UPA


O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou uma médica pelos crimes de homicídio, negligência e falsidade ideológica no caso da morte de uma criança de 5 anos picada por um escorpião. O episódio aconteceu em uma UPA de Piracicaba, interior paulista, em 2023.

Segundo o MPSP, a denúncia foi oferecida contra a médica Patricia Cristina Guidio em 3 de julho de 2026, pelas práticas dos crimes de homicídio culposo, negligência, imperícia e inobservância de regra técnica de profissão e falsidade ideológica, por inserir no prontuário médico da vítima uma declaração falsa de medicamento.

A denúncia foi fundamentada com base nas investigações do inquérito policial e no laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Piracicaba. Apesar da acusação contra a médica, o órgão responsável pela administração da unidade de saúde à época, a OSS Mahatma Gandhi, não foi responsabilizada criminalmente.

O MPSP também recusou o pedido de Acordo de Não Persecução Penal. No dia 20 de agosto, a Procuradoria-Geral de Justiça manteve a decisão e, agora, o caso passará por audiência de instrução, debates e julgamento que será marcada pela Vara Criminal de Piracicaba.

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do Metrópoles SP

Relembre o caso

Jamilly Vitória Duarte, de 5 anos, foi picada por um escorpião em agosto de 2023 e morreu após ser encaminhada à UPA Vila Cristina, em Piracicaba. A família da criança alegou negligência médica, pela demora em receber o soro antiescorpiônico.

Um ano depois, em 2024, o caso foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara do município onde o caso aconteceu. A recomendação final foi de que a Polícia Civil realizasse exames de grafia para apurar a possível falsificação da assinatura da retirada de medicamentos no livro da unidade de saúde pela médica.

Relato da médica

Durante seu relato na CPI em 2024, a médica Patricia Cristina Guidio afirmou que, no dia do atendimento à criança, ela estava em seu terceiro plantão na unidade de saúde e “não sabia ao certo como funcionavam os procedimentos na UPA”.

Segundo o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), a médica concluiu a graduação pela Universidade Brasil em 2023, no mesmo ano do caso. Seu registro médico permanece ativo no site.



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