SITUAÇÃO COMPLEXA
Presidente do clube reforçou a importância do DIP para manter o fluxo de caixa
Antes do embarque da delegação do Vasco para Salvador, onde a equipe enfrenta o Vitória pelo segundo jogo das quartas de final da Copa do Brasil, o presidente Pedrinho voltou a fazer um apelo ao Poder Judiciário pela aprovação do empréstimo de R$ 150 milhões solicitado pelo clube.
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Em entrevista ao canal Podcast Cruzmaltino, o dirigente destacou a importância do financiamento, conhecido como DIP (Debtor-in-Possession Financing), modalidade destinada a empresas em recuperação judicial e utilizada para garantir recursos em caixa e manter as operações em funcionamento. Pedrinho pediu que a Justiça analise o trabalho realizado pelo Vasco desde sua chegada à Sociedade Anônima do Futebol (SAF), ressaltando os esforços para reorganizar as finanças do clube.
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— Então eu peço mais uma vez, encarecidamente, ao Poder Judiciário que ele avalie todo o processo que foi feito desde a minha entrada na SAF, de como estava e de como está hoje, a seriedade com que nós fizemos todo o trabalho de recuperação financeira do clube.
Segundo o presidente, o Vasco encontrou um cenário financeiro complicado quando ele assumiu a gestão e precisou criar mecanismos para organizar os pagamentos e cumprir compromissos assumidos anteriormente.
— Quando eu saio da associação, obviamente entro para a SAF, exercendo as duas funções. Eu chego na SAF e encontro um cenário bem difícil, com muitas pendências. E a gente faz um mecanismo financeiro para que a gente organize todos os pagamentos. Isso é feito com muito mérito, trabalho e muito suor.
Pedrinho também afirmou que, desde que assumiu a SAF, o clube não deixou de cumprir seus compromissos financeiros. Ele citou, inclusive, situações envolvendo acordos verbais com jogadores que precisaram ser formalizados posteriormente.
— Então, desde que eu entrei, a gente não atrasou nada, a gente cumpriu todos os compromissos, até compromissos que tinham sido falados com alguns atletas e não tinham colocado no contrato.
O dirigente reforçou que considera a manutenção do clube em funcionamento uma das principais razões para a aprovação do empréstimo. Além disso, os recursos também poderiam dar ao Vasco maior capacidade para buscar dois novos reforços durante a atual janela de transferências.
Recuperação Judicial
Durante a entrevista, Pedrinho também explicou algumas das medidas adotadas pelo Vasco antes da homologação do plano de recuperação judicial. De acordo com o presidente, o clube renegociou dívidas com determinados credores como forma de demonstrar boa-fé no processo.
— Antes do plano de recuperação judicial, a gente entra com uma medida cautelar antecedente. Eu renegocio algumas dívidas com alguns credores antes do plano para mostrar a gestão de boa-fé, e assim a gente vai cumprindo.
Pedrinho afirmou ainda que o processo de recuperação judicial envolve responsabilidades pessoais e profissionais e destacou que colocou seu próprio patrimônio no processo.
— O plano de recuperação judicial exige muitas coisas pessoais e profissionais. Todos já sabem que, para entrar no plano de recuperação judicial, eu tenho que colocar o meu patrimônio ali, e assim foi feito.



