Search

Trabalhadores dos Correios fazem protesto em Maceió e ameaçam greve a partir do dia 10


Categoria realiza ato nesta quarta-feira (2), no Tabuleiro, contra reajuste salarial de 0,87% e outras pautas

Trabalhadores dos Correios realizam, na manhã desta quarta-feira (2), um ato de protesto em Maceió e ameaçam iniciar uma greve geral a partir do dia 10 de setembro, caso as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho não avancem. A manifestação é organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas (SINTECT-AL) e acontece em frente ao Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE), no Distrito Industrial Luiz Cavalcante, no bairro do Tabuleiro do Martins.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >

A mobilização ocorre em sintonia com atos realizados pela categoria em outras partes do país e tem como objetivo pressionar a direção dos Correios por avanços nas negociações da Campanha Salarial, além de denunciar o que o sindicato classifica como “sucateamento da empresa”.

Leia também

Uma das principais críticas é direcionada à proposta de reajuste salarial apresentada pela direção dos Correios. Segundo o SINTECT-AL, enquanto a inflação considerada pela categoria é de 4,35%, a empresa ofereceu reajuste de apenas 0,87% aos trabalhadores.

Para o sindicato, o percentual não recompõe as perdas salariais e representa desvalorização dos profissionais responsáveis pela manutenção dos serviços postais.

Shorts Youtube

A categoria também protesta contra o fechamento de agências dos Correios. Segundo o sindicato, a redução das unidades pode provocar demissões, comprometer postos de trabalho e dificultar o acesso da população aos serviços postais, além de precarizar o atendimento.

Entre as reivindicações apresentadas durante o ato estão a saída imediata do presidente dos Correios, Emanoel Rondon, a valorização salarial, a defesa dos empregos e a manutenção das agências e dos serviços oferecidos pela estatal.

Assessoria Correios

AMEAÇA DE GREVE

O protesto desta quarta-feira também funciona como um alerta à direção. De acordo com o SINTECT-AL, caso não haja avanço nas negociações, a categoria poderá iniciar uma greve geral a partir de 10 de setembro.

O presidente do SINTECT-AL, Alysson Guerreiro, afirmou que a mobilização busca demonstrar a insatisfação dos trabalhadores com a atual condução da empresa.

“Hoje os trabalhadores dos Correios de Alagoas estão nas ruas para dar um recado claro à direção da empresa: não vamos aceitar o sucateamento dos Correios nem o desrespeito à nossa categoria”, afirmou.

Guerreiro também criticou o reajuste proposto pela empresa e destacou a diferença em relação à inflação.

“É inadmissível que, com uma inflação de 4,35%, a empresa apresente um reajuste de apenas 0,87%. Isso representa perda salarial e demonstra total falta de valorização dos trabalhadores que mantêm o serviço postal funcionando em todo o país”, declarou.

Sobre o fechamento de agências, o sindicalista afirmou que a medida representa uma ameaça aos empregos e ao atendimento oferecido à população.

“Também denunciamos o fechamento de agências, que ameaça empregos, reduz o atendimento à população e enfraquece uma empresa pública essencial para os brasileiros. Nossa luta é pela valorização dos trabalhadores, defesa dos postos de trabalho e preservação dos Correios como patrimônio do povo”, completou.

O sindicato afirma que continuará acompanhando as negociações e que novas mobilizações poderão ocorrer caso não haja avanço nas tratativas entre os trabalhadores e a direção.

CONFIRA, NA ÍNTEGRA, NOTA DOS CORREIOS

Os Correios ingressaram com pedido de mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) para a definição do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2027.

A atual gestão dos Correios busca uma solução que concilie a sustentabilidade econômico-financeira da estatal, com a preservação dos direitos dos empregados e a continuidade dos serviços prestados à sociedade.

Nos meses de julho e agosto, a diretoria-executiva se reuniu com as representações sindicais e com os/as empregados/as para demonstrar a gravíssima situação econômica da estatal. Dentro das condições possíveis, a empresa propôs a manutenção de 56 cláusulas, na íntegra, e de outras 21, com ajustes textuais.

Entre as garantias mantidas, que já somam mais de R$ 60 milhões por ano, estão auxílio para empregados e dependentes com deficiência, prorrogação da licença-maternidade, licença-paternidade estendida e acompanhamento de familiares para tratamento de saúde.

Operação – A rede de atendimento, tratamento e distribuição segue funcionando normalmente em todo o país e os serviços, inclusive SEDEX e PAC, continuam sendo postados e entregues em todos os municípios. Cabe destacar que, no mês de agosto, o índice de entregas no prazo alcançou 97%. Nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, o índice passou dos 98%.

Esse salto de eficiência é resultado direto da otimização da infraestrutura logística e das escalas de trabalho, que permitiram à estatal processar volumes crescentes de encomendas com maior agilidade e precisão, reafirmando a confiabilidade da empresa como o principal braço logístico do país.



Fonte: Gazetaweb