A campanha do presidente Lula encomendou pesquisas qualitativas para medir a percepção do eleitorado sobre a crise que atingiu o STF, após a divulgação de mensagens que expõem a relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e banqueiro Daniel Vorcaro.
A intenção é usar os levantamentos para balizar o discurso de Lula sobre o tema e orientar o marqueteiro da campanha, Raul Rabelo, na elaboração das peças eleitorais. O objetivo é evitar que as revelações envolvendo Moraes respinguem na candidatura do petista.




Presidente Lula
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Como a coluna mostrou, Lula foi aconselhado por auxiliares e aliados a não fazer, por ora, comentários públicos sobre as mensagens envovlendo Moraes. A avaliação é de que o caso diz respeito ao Supremo e não tem relação direta com o presidente ou sua campanha.
Lula, então, indicou a aliados que pretende manter uma “distância calculada” de Moraes. O presidente tem consciência de que sua relação com o ministro do Supremo é baseada na intersecção de interesses e no inimigo em comum: o bolsonarismo.
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Esse ponto de convergência faz com que a imagem de Moraes seja muito atrelada pelo eleitorado à de Lula, e vice-versa. Nesse contexto, o temor dos aliados do presidente da República é de que os erros do ministro do Supremo respinguem no petista.




