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Expulso de condomínio admite mata-leão em vizinho, mas alega perseguição


Expulso do Condomínio Solar de Brasília após histórico de violência, Vinícius de Oliveira Scucato, 51 anos, admitiu que agrediu moradores, mas justificou ter cometido os atos após suposta perseguição. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal  e dos Territórios (TJDFT) proibiu Vinicíus e o filho, João Vitor Mendes Scucato, 21, de morar e frequentar o residencial, localizado no Jardim Botânico (DF).

O homem, que responde processos na esfera cível e criminal, disse que fez denúncias de irregularidades no condomínio e que começou a ser perseguido pelos funcionários e vizinhos por isso.

“Para me tirar daqui, eles disseram que eu sou super violento, que eu não respeito regras. Só que as regras deles falam em continuar com as áreas públicas fechadas, dominando o território como se fosse um feudo”, alegou Vinícius. “Eles mandam em tudo. A área pública área não pode ser fechada.”

Vinícius disse que, certo dia, em 2024, um homem não identificado foi até a casa dele e batido no filho, momento em que ele afirma ter reagido e enforcado o morador com uma corrente.

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do Metrópoles DF

“Um rapaz  meteu a mão na cara do meu filho, eu só tentei me defender. A filmagem mostra eu tentando entrar em casa duas vezes, enquanto o cara segurava a gente. Eu consegui tomar a corrente dele, me defender, e o meu filho deu um mata-leão nele. A gente conseguiu provar na Justiça que o cara estava errado”, destacou.

Sobre um processo de assédio sexual contra si, Vinícius negou e disse que representou judicialmente por difamação contra o pai da menina que o acusa. “Eu nem sei quem é a filha dele”, disse o rapaz.

Expulsão

Pai e filho foram expulsos do condomínio pela Justiça do Distrito Federal após um histórico de situações envolvendo violência, maus-tratos contra animais, assédio sexual e até a manutenção de um ferro-velho irregular.

A assembleia do Condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico (DF), tentou conter o comportamento agressivo e intimidador de Vinícius de Oliveira Scucato, 51 anos, e João Vitor Mendes Scucato, 21, pai e filho, por meio de multas administrativas que chegaram ao teto de 10 vezes o valor da taxa mensal do condomínio.

A sentença proferida na última segunda-feira (31/8) relata um histórico de mais de 10 anos de infrações administrativas, cíveis e crimes que inviabilizaram o convívio da dupla com os vizinhos. A decisão foi tomada após a assembleia do condomínio entrar com uma ação na esfera cível contra pai e filho.

Entre os episódios cometidos por pai e filho estão agressões com facão e corrente de ferro, asfixia de um vizinho, tentativa de atropelamento de funcionário, arremesso de pedras contra trabalhadores e ameaças a moradores. Vinícius também é acusado de fazer comentário de cunho sexual contra uma adolescente.

Vinícius ainda é acusado de operar uma oficina e um ferro-velho clandestino dentro de casa, além de ter sido alvo de uma operação por manter um canil e criações de aves em condições insalubres.


Lista de delitos 

  • Oficina e ferro-velho clandestinos no condomínio: desde 2010, Vinícius acumulava veículos sucateados, carcaças, peças automotivas e resíduos industriais em suas casas (Quadra 1 e Quadra 2), operando um ferro-velho irregular que gerava sujeira, pragas e insetos;
  • Canil e criação de aves em condições insalubres: em 2015, uma operação policial resgatou 81 cães desnutridos e doentes mantidos sob maus-tratos em um canil clandestino com exploração comercial de filhotes. Além disso, ele manteve criação irregular de galos, patos e perus na Quadra 2, causando barulho incessante e proliferação de pombos;
  • Ataque com facão e rodo (2015): após desentendimentos, Vinícius atacou um vizinho com um facão no rosto (a vítima defendeu-se com a mão, ficando com sequelas no dedo) e depois o golpeou com um rodo de madeira no rosto, quebrando-lhe um dente;
  • Agressão e ofensas a carteiro (2020): João Vitor, incitado pelo pai Vinícius, atirou um pedregulho e um bloco de concreto contra um carteiro em uma motocicleta, atingindo suas pernas e braços. O carteiro também relatou ter tido cão solto contra ele e ser vítima de ofensas verbais homofóbicas recorrentes por parte de Vinícius ao entregar cartas;
  • Esnobada e “mata-leão” com corrente de ferro (2024): Vinícius e João Vitor agrediram um vizinho no meio da rua. Enquanto o filho imobilizava a vítima no chão em um golpe “mata-leão”, o pai desferia reiterados golpes em sua cabeça e rosto com uma corrente de ferro pesada, provocando sangramento intenso. A agressão só cessou quando um policial militar armado interveio;
  • Tentativa de atropelamento de funcionário (2024): Vinícius avançou deliberadamente de carro contra um supervisor do condomínio, passando por cima de cones de sinalização. O funcionário precisou se jogar de lado para não ser atropelado;
  • Invasão de privacidade e assédio sexual contra menor (2025): Vinícius escalava o muro de sua residência para filmar, xingar e aterrorizar a família de um vizinho confrontante. O morador relatou em juízo que o réu proferiu assédio verbal de cunho sexual contra sua filha adolescente na rua interna do residencial;
  • Afronta durante o processo (2026): mesmo após receber uma decisão liminar com multa de R$ 2 mil, Vinícius compareceu à sede da administração do condomínio para filmar ostensivamente, provocar tumultos e constranger os funcionários de atendimento.

Processos criminais

Vinicius responde criminalmente por diversos delitos na vara criminal, mas também possui um grande número de processos contra outras pessoas.

Um ex-vizinho de Vinicius, que preferiu não se identificar, informou que era comum aos vizinhos criarem tumulto e registrarem Boletim de Ocorrência contra as vítimas de agressões. “Eles têm um modus operandi de arrumar confusão e em seguida registrar B.O alegando terem sido ameaçados”, afirmou.

O mesmo vizinho acabou sendo intimidado por Vinicius ao não deixar seus filhos se aproximarem do filho do homem que possuía um histórico ruim. “Ele quis vir tirar satisfação conosco, e chegou a ameaçar chamar o Conselho Tutelar”, relatou o vizinho.



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