O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou, nesta sexta-feira (4/9), que o governo avalie a possibilidade de tornar obrigatória a identificação do país de origem de produtos de carne bovina vendidos no país.
A medida do republicano faz parte de uma ordem executiva voltada ao fortalecimento da pecuária norte-americana e prevê que o Departamento de Agricultura, dentro de 90 dias, faça um levantamento das bases legais e regulatórias que poderiam permitir a adoção da exigência.
O secretário de Agricultura, em consulta com o representante comercial dos EUA e o assessor do presidente para Política Econômica, deverá analisar os efeitos econômicos de uma eventual rotulagem obrigatória, levando em consideração as condições atuais do mercado e as práticas consideradas mais modernas.
Após essa avaliação, o governo poderá elaborar ou alterar regulamentações para exigir a identificação da origem da carne, desde que isso seja permitido pela legislação americana. Outra possibilidade prevista na ordem é a elaboração de recomendações ao Congresso para uma eventual mudança legislativa.
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do Metrópoles
A medida não estabelece, portanto, uma nova obrigação imediata para a carne importada. O governo Trump abre agora um processo de análise que poderá resultar em uma regra obrigatória ou em uma proposta de mudança na legislação.
A iniciativa ocorre em meio à preocupação do governo com a oferta e o preço da carne bovina nos Estados Unidos. Segundo a ordem, o rebanho americano está no menor nível em 75 anos, enquanto a demanda dos consumidores pelo produto cresceu quase 10% na última década.


Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump
Alex Brandon-Pool/Getty Images

Carne moída
Getty Images

Donald Trump
Anna Moneymaker/Getty Images

Carne moída
Getty Images
Carne bovina está no centro da pressão sobre preços
- Dados citados no contexto da medida mostram que o preço de uma libra de carne moída — cerca de 454 gramas — chegou a US$ 6,82 em junho deste ano.
- O valor representa aumento de 79% em relação ao início de 2019.
- A alta está associada, principalmente, à redução do rebanho e da produção doméstica, enquanto a procura dos consumidores permanece elevada.
- Com menos animais disponíveis, os Estados Unidos passaram a depender mais das importações para complementar a oferta nacional.
- O próprio governo reconhece, na nova ordem executiva, a combinação entre o menor tamanho do rebanho em décadas e o crescimento da demanda como um dos principais desafios enfrentados pelo setor.
- Trump assinou uma proclamação que ampliou temporariamente a cota de importação de determinados produtos de carne bovina sujeitos a tarifas menores.
Pressão sobre pecuaristas
Na justificativa da ordem, Trump afirma que os pecuaristas têm papel fundamental na segurança alimentar e na cadeia de abastecimento americana. O presidente também sustenta que uma indústria doméstica forte é necessária para garantir uma oferta segura e abundante de proteína animal.




