Uma megaoperação deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) apreendeu 50 toneladas de aparelhos celulares roubados na capital. Batizada de Operação Frankmobile, a força-tarefa mobilizou 1.700 agentes, além de cães farejadores, com o objetivo de desarticular um esquema de roubo, receptação e venda de dispositivos na região central do município.
A Justiça expediu 84 mandados de busca e apreensão e sete de prisão em São Paulo e em Goiás, além de determinar o sequestro e bloqueio de bens e valores que somam mais de R$ 5 milhões. Conforme apurado pelo Metrópoles, até o momento, 15 pessoas foram presas.
Segundo a Promotoria, o esquema era dividido em quatro núcleos de atuação. O primeiro reunia os criminosos responsáveis por roubar os aparelhos. Entre os métodos, as autoridades citam a chamada “gangue do quebra-vidro”, que furta celulares de motoristas presos no congestionamento, bem como latrocínios e furtos em grandes eventos.
O segundo núcleo ficava encarregado de receber e desbloquear os celulares roubados, além de transferir os valores das contas bancárias das vítimas e subtrair dados pessoais.
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Já o terceiro cuidava da revenda dos aparelhos. Para isso, os criminosos alteravam o IMEI (número que identifica cada celular) e removiam outros bloqueios técnicos com o objetivo de realocar as peças. Como o esquema recorria a sites hospedados no exterior, os aparelhos eram vendidos sem vínculo aparente com os registros de crimes, burlando as iniciativas de bloqueio a partir do IMEI original.
Por fim, o quarto e último núcleo era responsável por desmontar os celulares e revender as peças separadamente para maximizar o lucro do esquema. Segundo o MPSP, boa parte das empresas detectadas na investigação está sediada no centro de São Paulo. Algumas delas sequer detêm regularidade formal, além de apresentar movimentação financeira incompatível com o seu porte.
A operação é fruto de investigação que iniciou há mais de dois anos e contou com apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Secretaria de Estado da Fazenda.




