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Músico cria atabaque sustentável e fatura R$ 20 mil por mês


De sucata a instrumento: músico cria atabaque sustentável e fatura R$ 20 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Transformar sucata em música foi o caminho encontrado pelo músico e percussionista Felipe Fiúza, de Brasília, para resolver um problema comum entre estudantes de instrumentos: o alto custo dos equipamentos. O que começou como uma solução para os próprios estudos acabou se transformando em um negócio criativo que produz tambores e instrumentos de percussão feitos com materiais reciclados, gerando…

Transformar sucata em música foi o caminho encontrado pelo músico e percussionista Felipe Fiúza, de Brasília, para resolver um problema comum entre estudantes de instrumentos: o alto custo dos equipamentos.

O que começou como uma solução para os próprios estudos acabou se transformando em um negócio criativo que produz tambores e instrumentos de percussão feitos com materiais reciclados, gerando faturamento mensal de aproximadamente R$ 20 mil.

A relação de Felipe com a música começou ainda na infância. Filho de músico, ele cresceu cercado pelo universo da percussão e decidiu aprofundar os estudos ao ingressar na Escola de Música de Brasília.

Foi lá que encontrou o primeiro desafio: a marimba, instrumento essencial para a formação, tinha um preço inacessível para sua realidade.

Sem recursos para comprar o equipamento, ele decidiu construir a própria marimba. Depois de concluir o projeto, passou a produzir versões para colegas da escola que enfrentavam a mesma dificuldade.

O trabalho despertou o interesse pela fabricação de instrumentos musicais e abriu caminho para o empreendedorismo.

De sucata a instrumento: músico cria atabaque sustentável e fatura R$ 20 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGNDe sucata a instrumento: músico cria atabaque sustentável e fatura R$ 20 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGNDe sucata a instrumento: músico cria atabaque sustentável e fatura R$ 20 mil por mês — Foto: Reprodução/PEGN

Com o tempo, Felipe ampliou sua atuação para oficinas, escolas e projetos sociais. Ao perceber a falta de instrumentos em muitas instituições, começou a desenvolver alternativas usando materiais reaproveitados e peças encontradas em ferro-velhos.

Corrimãos de ônibus, alarmes de incêndio, garrafas PET e outros objetos passaram a ganhar nova função em suas mãos.

principal criação do empreendedor é o Atabaldeum tambor inspirado no atabaque tradicional. O instrumento utiliza uma bombona plástica como corpo e uma membrana produzida a partir de material PET.

A proposta resulta em um produto mais leve, resistente à água e com menor necessidade de manutenção em comparação aos modelos convencionais.

Segundo Felipe, o Atabalde nasceu da necessidade de inserir um instrumento diferente em suas apresentações.

Atualmente, o produto tem tíquete médio de cerca de R$ 350 e atende percussionistas, capoeiristas, praticantes de religiões de matriz africana, estudantes de música e entusiastas da percussão. As vendas são feitas pela internet e já chegaram até clientes na Europa.

O crescimento da demanda transformou a fabricação dos instrumentos em uma importante fonte de renda. De acordo com o empreendedor, o negócio já rende mais do que parte dos trabalhos realizados como músico.

Agora, os planos incluem ampliar a oficina, contratar funcionários e aumentar a produção. Para Felipe, a criatividade está diretamente ligada à necessidade.

Foi justamente a busca por soluções acessíveis para estudar e ensinar música que deu origem ao empreendimento.“Uma necessidade, uma ideia criativa, virou um empreendedorismo”, resume o músico.

 

Hoje, além de construir instrumentos, ele vê no negócio uma forma de ampliar o acesso à música e incentivar outras pessoas a enxergar potencial criativo em materiais que normalmente seriam descartados.





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