Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin e Cármen Lúcia se mantiveram em silêncio, nesta terça-feira (15/9), durante toda a primeira parte do julgamento que analisa se a Corte abrirá uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e responsável por um dos maiores rombos nos cofres públicos e privados do Brasil.
Eles não são obrigados a se manifestar, embora fosse permitido pedir uma questão de ordem, como fizeram os demais ministros: Flávio Dino, André Mendonça, Luiz Fux e Gilmar Mendes.
Leia também
Durante a sessão extraordinária, o ministro Kassio Nunes Marques se declarou impedido de participar da votação por ser presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — o julgamento se dá às vésperas do pleito de outubro.
Já o ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e alegou motivo de “foro íntimo”. O magistrado tem declarado suspeição em todos os processos relativos ao Caso Master desde março, quando o Supremo vivia outra crise por causa desse mesmo tema.
Dessa forma, sobram oito ministros para votar no caso. Não se sabe ainda, no entanto, se Moraes será permitido a votar. O placar ainda é incerto, visto, ainda, que qualquer magistrado pode pedir vista, adiando o julgamento por até 90 dias.


