As mudanças climáticas provavelmente enfraqueceram a geleira que desabou e causou a inundação mortal no Nepal e no Tibete no mês passado. A conclusão é do primeiro estudo científico sobre o desastre. Mais de 1400 pessoas morream como consequência do desastre. Mais de 6 mil pessoas permanecem desaparecidas.
Os pesquisadores identificaram condições climáticas excepcionalmente quentes antes do colapso da geleira. A inudanção foi causada pelo colpaso de 2 quilômetros quadrados de parede rochosa e gelo glacial.
Segundo o estudo, à medida que o gelo, as rochas e os detritos se moviam rapidamente montanha abaixo, o atrito e a energia mecânica provavelmente causaram o derretimento de parte do gelo glacial, produzindo grandes quantidades de água de degelo. A enchente percorreu 200 km em menos de sete horas.
As evidências indicam que o evento foi condicionado pelo aquecimento global acelerado, que promoveu a degradação do permafrost e o recuo severo das geleiras locais. Além das mudanças climáticas, fatores geológicos pré-existentes e o enfraquecimento das encostas causado pelo terremoto de Gorkha em 2015 contribuíram para a instabilidade da montanha.
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do Metrópoles
A pesquisa da World Weather Attribution ainda alerta que o aumento das temperaturas regionais, frequentemente o dobro da média global, está empurrando os riscos naturais para além dos limites de adaptação humana.
O estudo foi feito por pesquisadores do Nepal, Paquistão, Reino Unido, Irlanda, Suécia, Dinamarca, Noruega, Estados Unidos, Nova Zelândia e Holanda, incluindo especialistas em glaciologia, hidrologia de montanha, climatologia, ajuda humanitária, sismologia e ciências sociais,




