Belo Horizonte – O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (23/9), em discurso a militantes na capital mineira, que a crise institucional no Judiciário atinge o governo e o presidente Lula (PT), candidato à reeleição. Para o dirigente petista, o povo liga a crise ao governo da vez e cabe aos militantes não ficar acuados, mas fazer um embate e explicar que o líder petista tem defendido que se façam as investigações necessárias.
Edinho participa nesta quarta, em Belo Horizonte, de um encontro com a militância ao lado do candidato ao governo de Minas Gerais, Patrus Ananias. O evento ocorre na sede da CUT Minas, na Rua Pedro Carvalho Mendes, no bairro Colégio Batista.
Em fala durante o encontro, o dirigente petista afirmou que a conjuntura política do país mudou de forma significativa nos últimos 20 dias por causa das denúncias envolvendo ministros do STF no caso Banco Master. Segundo ele, a mudança não decorreu de fatores sobre os quais o partido pudesse intervir diretamente, mas exige disputa política dentro do novo cenário.
Edinho Silva destacou a crise institucional que atingiu o Supremo Tribunal Federal.
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do Metrópoles
“O povo fica bravo com razão quando tem denúncia de corrupção no Legislativo. O povo fica bravo com razão quando tem denúncia de corrupção no Poder Executivo. Mas o povo não tem como aceitar a denúncia de corrupção no Judiciário, porque é o Judiciário que decide o que é certo e o que é errado”, afirmou.
Para o presidente do PT, essa crise gera, na cabeça do trabalhador, a percepção de que “tudo é governo”.
“Quando tem uma crise desse tamanho, na cabeça do trabalhador e da trabalhadora […] tudo é governo. Por que está assim? É o governo. Por que está assado? É o governo. […] Essa crise, esse sentimento de um desagrado, ele acabou atingindo o incumbente da vez. O incumbente da vez é o presidente Lula”, disse Edinho.
O dirigente seguiu: “A gente tem que entender que, aos olhos do povo, essa vontade de que as coisas mudem, que as coisas têm que ser diferentes, isso nos atingiu, nos atingiu”.
Edinho então instruiu aos militantes como agir diante da situação: “O que a gente faz num cenário como esse? A gente tem que ir pro embate com a sociedade. A gente tem que esclarecer à população o que é Judiciário, o que é Executivo, o que é Legislativo. E fortalecer a nossa posição. Nós não vamos ganhar opinião pública, nós não vamos ganhar disputa política se a gente ficar acuado e não fazer o debate. O presidente Lula é o símbolo do antissistema nesse país”.
Edinho Silva ressaltou que o presidente Lula se posicionou exigindo a apuração das denúncias e afirmando que ninguém está acima da lei. “Se os denunciados forem culpados, eles paguem perante a lei”, disse, citando declarações repetidas por Lula.
O dirigente também fez duras críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL), a quem acusou de ligações com o escândalo do Banco Master.
A reunião reúne militantes petistas e apoiadores da campanha de Patrus Ananias em Minas Gerais.



