A dois dias do pleito eleitoral, ações policiais motivadas por denúncias de supostas compras de votos movimentaram o bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, na tarde desta sexta-feira (2). Os casos envolveram apreensões de materiais de campanha e cestas básicas. Ocorrências e prisão A primeira situação se deu após denúncias de distribuição de…
A dois dias do pleito eleitoral, ações policiais motivadas por denúncias de supostas compras de votos movimentaram o bairro Santa Amélia, na parte alta de Maceió, na tarde desta sexta-feira (2). Os casos envolveram apreensões de materiais de campanha e cestas básicas.
Ocorrências e prisão
A primeira situação se deu após denúncias de distribuição de cestas básicas no conjunto Medeiros Neto, durante a realização de atividades de programas municipais como o Saúde da Gente e o Brota na Grota.
De acordo com relatos e registros, uma guarnição da Companhia de Policiamento de Choque (CPChoque) foi até o local indicado, uma praça no Conjunto Medeiros Neto. Porém, após averiguação das informações e das atividades que estavam sendo realizadas no local, nada de ilícito foi constatado.
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O segundo caso ocorreu quando uma guarnição do 4º BPM, a partir de uma denúncia, constatou a possibilidade de crime eleitoral. A equipe se deslocou ao ponto indicado e encontrou um veículo com cestas básicas, quantia em dinheiro e material de campanha eleitoral (santinhos) com fotos dos candidatos JHC (ao Governo de Alagoas), Marina JHC e Arthur Lira (ao Senado), além de um veículo adesivado com material de campanha do candidato a deputado estadual Francisco Salles.
O suspeito e todo o material apreendido foram encaminhados à sede da Polícia Federal (PF), no bairro Jaraguá, onde a ocorrência foi registrada e segue sob investigação.


Posicionamentos oficiais
- Polícia Militar de Alagoas (PM/AL)
Em nota oficial, a corporação esclareceu que atuou em duas frentes no mesmo bairro. A primeira, quando o 4º BPM constatou o veículo com cestas básicas, dinheiro e material de campanha, encaminhando o caso à Polícia Federal.
O segundo caso envolveu a Companhia de Policiamento de Choque (CPChoque), que foi acionada para averiguar uma denúncia em uma praça no conjunto Medeiros Neto. Após averiguação das atividades no local, a guarnição informou que nada de ilícito foi constatado nessa ação específica.
- Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL)
Diante de notícias veiculadas em redes sociais e portais de imprensa, o TRE/AL emitiu nota esclarecendo que nenhum magistrado ou representante da Justiça Eleitoral esteve presente na ação do programa Brota na Grota no Conjunto Medeiros Neto.
O órgão ressaltou que não atestou a legalidade ou regularidade da distribuição de alimentos e reforçou seu compromisso com a imparcialidade e a transparência do processo eleitoral.
- Coligação Alagoas Gigante
Em nota, a coligação repudiou qualquer tentativa de vincular suas campanhas à prática de compra de votos. Defendeu rigor nas investigações da Polícia Federal e levantou a suspeita de que a ação possa ter sido orquestrada com o objetivo de prejudicar a imagem de seus candidatos.
- Candidato Francisco Salles
Em resposta ao envolvimento de um veículo adesivado com sua marca de campanha, Francisco Salles rejeitou veementemente as acusações, afirmando ser vítima de perseguição política.
Em vídeo, publicado nas redes sociais, o candidato explicou que o carro pertence a um colaborador que transportava duas cestas básicas para consumo próprio e familiar, alegando que adesivos de campanha no veículo não configuram crime eleitoral.
Salles declarou que abrirá mão de sua candidatura caso seja provada qualquer irregularidade cometida por sua equipe e afirmou que acionará a Justiça por calúnia e difamação contra os opositores.
O caso segue sob apuração e investigação na Superintendência da Polícia Federal em Alagoas.
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