O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante a votação e a apuração das Eleições Gerais de 2026 no município de Pilar, região metropolitana de Alagoas. A decisão foi tomada na sexta-feira (2), após pedido do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL)….
O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou o envio de tropas federais para reforçar a segurança durante a votação e a apuração das Eleições Gerais de 2026 no município de Pilar, região metropolitana de Alagoas. A decisão foi tomada na sexta-feira (2), após pedido do Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL).
Pilar pertence à 8ª Zona Eleitoral e foi incluído na relação de municípios alagoanos que contarão com apoio de força federal durante o pleito. A decisão foi concedida em caráter provisório, “ad referendum” do Plenário do TSE, ou seja, ainda deverá ser submetida à análise dos demais ministros.
Segundo a decisão, o pedido do TRE-AL foi fundamentado em informações apresentadas pelo juiz eleitoral responsável pela 8ª Zona Eleitoral. Entre os fatores apontados estão a ocorrência de tráfico de drogas, a atuação de organizações criminosas, o registro de crimes violentos letais ao longo de 2026 e o acirramento da disputa político-eleitoral na região.
O pedido para Pilar foi feito posteriormente ao requerimento inicial de envio de tropas federais, que abrangia outros municípios de Alagoas. De acordo com o processo, o juiz eleitoral apresentou um pedido retificador restringindo a solicitação a Pilar e detalhando as circunstâncias consideradas capazes de representar risco à segurança dos trabalhos eleitorais.
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Antes da decisão, a Secretaria de Estado da Segurança Pública de Alagoas informou ao TRE-AL que o Estado teria capacidade técnica, logística, orçamentária e de efetivo para garantir a segurança das eleições no município e considerou desnecessária a presença de tropas federais.
Mesmo assim, o TRE-AL entendeu que o reforço federal seria necessário para assegurar maior tranquilidade durante a votação e a apuração. Ao analisar o caso, Nunes Marques considerou que os requisitos previstos na legislação eleitoral para a requisição de força federal foram atendidos.
Na decisão, o ministro destacou que a utilização de tropas federais durante as eleições é uma medida excepcional e depende da demonstração de risco concreto à votação ou à apuração e da insuficiência do policiamento regular para enfrentar a situação.
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O TSE também considerou a avaliação apresentada pelo juiz eleitoral local, que apontou as condições específicas de segurança e o cenário político da região. Para o tribunal, os elementos apresentados justificaram a inclusão de Pilar entre os municípios que terão reforço federal.
Além de Pilar, outros sete municípios, Feira Grande, Igreja Nova, Junqueiro, Lagoa da Canoa e Piaçabuçu, contarão com a atuação das tropas federais durante o pleito eleitoral.
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