Membros do MP Eleitoral acompanharam o início da 1ª votação de jovens socioeducandos
Os primeiros registros do exercício da cidadania aconteceram na manhã deste domingo (4), na sede da Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese), no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. O corregedor do Ministério Público de Alagoas, Eduardo Tavares, e os promotores de Justiça Marília Cerqueira e Sílvio Azevedo, no pleito atuando pelo Ministério Público Eleitoral (MPE),…
Os primeiros registros do exercício da cidadania aconteceram na manhã deste domingo (4), na sede da Superintendência de Medidas Socioeducativas (Sumese), no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. O corregedor do Ministério Público de Alagoas, Eduardo Tavares, e os promotores de Justiça Marília Cerqueira e Sílvio Azevedo, no pleito atuando pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), estiveram fiscalizando o momento. Para que isso fosse possível, uma urna foi instalada na biblioteca e teve trâmite similar às urnas em qualquer seção eleitoral. Do lado de fora, fiscais das duas maiores coligações com candidatos concorrendo ao Governo dividiam espaço com equipes do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os monitores.
De acordo com servidores da Sumese, para que conhecessem os candidatos, os jovens em cumprimento de medidas socioeducativas assistiram as propostas por meio das propagandas eleitorais na televisão, bem como foram orientados por seus familiares durante as visitas. Para quem ainda estava com dúvidas, na parede externa da biblioteca foram afixadas listas com nomes de candidatos presidenciáveis, ao Governo do Estado, deputados federais, estaduais e senadores.
Para que todos possam compreender sua composição, o corregedor do MPAL, Eduardo Tavares, explicou sobre o Ministério Público Eleitoral, além de enfatizar a importância da fiscalização em prol da democracia.
“O Ministério Público Eleitoral é formado por membros dos ministérios públicos Estadual e Federal, essa junção serve para fiscalizar e assegurar a vitória da democracia, impedir que haja um pleito com irregularidades. Em caso de algum tipo de intercorrência, o Ministério Público Eleitoral age para que as providências cabíveis sejam adotadas, instantaneamente”, ressalta o procurador.
Para a promotora de Justiça Marília Cerqueira, que atua de perto na socioeducação, permitir aos adolescentes o direito ao voto é sinônimo de dignidade. “Estamos na biblioteca indústria do conhecimento, onde acontece a eleição, pela primeira vez, dando oportunidade aos adolescentes em conflito com a lei, obviamente os que já têm esse direito ao voto. E isso é de fundamental importância, porque esses adolescentes não podem, em hipótese alguma, ser excluídos desse processo que garante dignidade, que dá a cada um o direito de escolha. Isso é cidadania”, afirma a promotora.
Sobre os primeiros momentos de votação na Sumese, o promotor de Justiça Silvio Azevedo fez algumas considerações: “Essa iniciativa é muito importante, a de eles poderem exercer sua cidadania. De igual modo, as pessoas que trabalham na Sumese. O Ministério Público Eleitoral está aqui para fiscalizar, como já sabem, aproveito, inclusive, para parabenizar a todos os envolvidos pela atitude que, certamente, marcará a vida desses jovens”.
Da previsão de 91 votantes, até a permanência dos membros ministeriais na Sumese, apenas um jovem não teve direito ao voto, visto ter chegado à mencionada unidade de internação masculina após o prazo dado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
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