COMUNICAÇÃO
Secretário de Comunicação de Alagoas participou do VIII Seminário Internacional de Informação, Tecnologia e Inovação, realizado no bairro de Jaraguá
O secretário de Estado da Comunicação de Alagoas, Wendel Palhares, alertou, nesta quarta-feira (7), para o avanço das deepfakes, das alterações de vídeos e de outras formas de manipulação de conteúdo. A declaração foi dada durante sua participação no VIII Seminário Internacional de Informação, Tecnologia e Inovação (SITI), realizado no Centro de Inovação do Polo Tecnológico do Jaraguá, em Maceió. Para ele, o jornalismo e a comunicação profissional precisam se fortalecer diante do crescimento da desinformação.
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“Nós acabamos de passar por um período eleitoral em que aconteceu o que imaginávamos: trucagens, alterações de vídeos, deepfakes e outros tipos de manipulação da informação. Aconteceu demais”, afirmou. Segundo Wendel, os profissionais da área precisam ocupar espaço diante de conteúdos que não contribuem para o debate público. “O jornalismo e a comunicação têm o papel de se mostrar fortes para justamente se sobrepor a esse tipo de comunicação que não agrega.”
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O secretário participou de um painel sobre integridade da informação e defendeu a aproximação entre poder público, universidades, pesquisadores e profissionais da comunicação. Na avaliação dele, o trabalho científico pode ajudar a desenvolver mecanismos para identificar manipulações e melhorar a qualidade das informações entregues à população.
Wendel afirmou que Alagoas avançou na criação de políticas voltadas à integridade da informação. Ele citou a aproximação do Conselho Estadual de Comunicação com a secretaria e a criação de um núcleo que reúne universidades estaduais, a Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e instituições de outros estados.
“Alagoas é um dos estados, se não o estado que mais avançou nessa pauta”, declarou. Segundo o secretário, as ações incluem pesquisas, educação midiática e projetos destinados a ensinar comunicação e publicidade a jovens das periferias. “São ações de combate à desinformação e de incentivo à integridade da informação. Alagoas deu o exemplo e vai seguir dando, porque as campanhas passam e o Estado segue.”
Ao falar para estudantes e profissionais que ingressam no mercado, Wendel destacou a responsabilidade social de quem trabalha com informação. “Nosso papel é acordar todos os dias e resolver problemas. A nossa forma de resolver os problemas é contar a quem ainda não está informado o que precisa saber para tomar a melhor decisão e ter acesso aos serviços públicos”, afirmou.
Realizado entre esta quarta-feira (7) e domingo (11), o SITI reúne estudantes, professores e pesquisadores do Brasil e do exterior. A oitava edição discute “Geopolítica da Informação e do Conhecimento: disputas epistêmicas, governamentalidade algorítmica e soberania científica”.



