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Homem morto e queimado entre pneus foi alvo do “tribunal do crime” do CV


A Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) investiga a morte de Felipe Alvyn Ruzescki de Sá (foto em destaque), de 23 anos, como uma possível ação coordenada de integrantes do Comando Vermelho (CV) no contexto do chamado “tribunal do crime”. O jovem foi encontrado morto na quarta-feira (7/10), 27 dias após desaparecer em Lucas do Rio Verde (MT).

Segundo o delegado Artur Almeida, Felipe havia sido agredido e precisou de atendimento hospitalar. Após receber alta do Hospital São Lucas, em 10 de setembro, ele passou a ser monitorado por integrantes da facção e havia sido sequestrado.

Conforme a investigação, a vítima foi levada amarrada para uma área de mata, onde teria sido executado.

“O modo de atuação indica planejamento e divisão de tarefas entre os envolvidos”, afirmou o delegado.

Um suspeito de envolvimento no crime foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. De acordo com a corporação, ele aguardou outros integrantes do grupo em uma área de mata, ajudou a manusear Felipe, que estava amarrado, e efetuou disparos contra a vítima.

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da Coluna Mirelle Pinheiro

Após a execução, o grupo teria colocado o corpo entre pneus e ateado fogo. As chamas também atingiram parte da vegetação próxima.

Prisão

O investigado foi localizado durante diligências da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde. Ao perceber a aproximação dos policiais, ele quebrou o celular que carregava, possivelmente para impedir o acesso a novas provas, segundo a investigação.

Questionado pelos policiais, ele confessou participação no crime e indicou o local onde o corpo havia sido escondido.

No ponto informado, os policiais encontraram o cadáver carbonizado e em avançado estado de decomposição. A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para realizar os procedimentos periciais.

O investigado foi levado para a Derf e autuado em flagrante por ocultação de cadáver. Ele também é investigado por homicídio qualificado e por integrar organização criminosa.

As investigações continuam para esclarecer o caso, identificar os demais envolvidos e responsabilizá-los, segundo a Polícia Civil.



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