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Flávio aciona TSE por suposta rede de desinformação ligada a perfil de Lula


A equipe jurídica de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), por suposto uso indevido dos meios de comunicação social e disseminação em massa de desinformação nas redes sociais, com foco em uma rede coordenada de perfis no Instagram.

Na ação, apresentada nesta quinta-feira (8/10), Flávio acusa uma rede de perfis no Instagram de disseminar desinformação eleitoral de forma coordenada, com suposta participação de contas ligadas ao perfil oficial de Lula.

A petição pede a suspensão temporária de perfis “produtores de desinformação e do recurso de coautoria (collab)” até o final do segundo turno, além da remoção de 221 publicações. A ação requer ainda a cassação do registro ou do diploma da chapa “Brasil Pronto pra Mais” e declaração de inelegibilidade dos responsáveis pelo prazo de 8 anos.

O documento, que tem quase 200 páginas, foi protocolado há 18 dias da votação de segundo turno das Eleições de 2026.

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do Metrópoles

Levantamento da campanha de Flávio Bolsonaro

Segundo levantamento apresentado pela defesa de Flávio Bolsonaro, foram identificados 1.525 perfis interligados por 5.882 coautorias no Instagram, organizados em 16 grupos. Entre 5 e 7 de outubro, a rede teria publicado 2.856 conteúdos favoráveis à reeleição de Lula, dos quais 2.101 foram assinados em conjunto por diferentes perfis.

Ainda de acordo com a equipe jurídica, teriam sido identificadas 218 publicações falsas ou descontextualizadas, que teriam acumulado 11,6 milhões de visualizações e 2,5 milhões de interações em cerca de 62 horas.

Os conteúdos, segundo a ação, envolvem nove narrativas, incluindo acusações de fraude eleitoral, supostos cortes em programas sociais e distorções de declarações de Flávio com o intuito de induzir o eleitor ao erro.

“O ‘golpe’ e o ‘fim das eleições’; o ‘congelamento’ das aposentadorias e o fim de programas sociais; as ’16 horas por dia’ e a ‘escala 7×0’; a imputação de crimes sem prova…; a interferência estrangeira apresentada como fato consumado; a fraude eleitoral”, diz o texto.

A petição também aponta o programa “Porta-Voz do Lula”, que, de acordo com os advogados, organiza grupos de mobilização no WhatsApp, distribui tarefas de divulgação nas redes sociais e mantém um ranking de participantes.

A ação cita ainda o perfil @brasilcomlula, que se apresenta como oficial da campanha de Lula, e alega que publicações da página teriam disseminado conteúdos descontextualizados.

A contestação ainda depende de análise da Justiça Eleitoral. O processo foi distribuído ao ministro relator Ricardo Villas Bôas Cueva, da Corregedoria-Geral Eleitoral (CGE).

Até a publicação desta reportagem, as defesas do presidente Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin não haviam se manifestado sobre as acusações. O espaço segue aberto para manifestações.



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