Considerado o “candidato de Pablo Marçal” para a Câmara dos Deputados, o advogado Tassio Renam (União Brasil) conquistou apenas 6,7 mil votos na capital paulista, o que representa 0,4% do eleitorado que votou no ex-coach na disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2024. Na ocasião, Marçal teve 1,7 milhão de votos e por pouco não foi ao segundo turno, disputado entre Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (Psol).
Ao todo, o advogado de Marçal angariou 20,4 mil votos e não conseguiu ser eleito deputado federal. A coluna mostrou que Tassio “herdou” de Marçal o número 4444, que estava reservado pelo União ao empresário, que incialmente tentaria uma vaga na Câmara dos Deputados pela legenda.
Marçal, no entanto, acabou deixando o União e retornando ao PRTB, após uma reviravolta jurídica nos bastidores, para se candidatar à Presidência da República. Inelegível, não conseguiu viabilizar a candidatura e, na reta final, se engajou na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Antes do resultado de domingo (4/10), lideranças do União acreditavam que Tassio Renam poderia ter a votação alavancada pelo eleitorado de Marçal e consideravam que ele poderia, inclusive, ser um puxado de votos, o que não se concretizou.
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do Metrópoles
Ao todo, o União Brasil elegeu apenas dois deputados federais em São Paulo: Sirlange Manga, esposa do prefeito de Sorocaba, Rodrigo Manga, e Milton Leite Filho, filho do ex-vereador Milton Leite, preso após ser alvo de operação do Ministério Público de São Paulo contra um suposto esquema de infiltração do crime organizado nos transportes da capital.
A coluna mostrou que a prisão de Milton Leite, principal liderança da legenda em São Paulo, abalou a organização do partido às vésperas da eleição. Como resultado, os deputados mais ligados ao grupo de Leite viram derreter cerca de metade do seu eleitorado, na comparação com eleições anteriores.


