Search

Zelensky acusa Rússia de “desrespeito ostensivo” aos EUA após novos ataques


O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de “desrespeito ostensivo em relação aos Estados Unidos” após o país atacar  com 39 mísseis balísticos e mais de 120 drones de ataque e munições ociosas contra a infraestrutura energética de Kyiv nesta quarta-feira (14/10).

Segundo Zelensky, o ataque desrespeita o cessar-fogo anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump. No domingo (11/10), Trump disse que os dois países concordaram com um cessar-fogo em relação à infraestrutura energética.

“A Rússia não considera as declarações do presidente americano fortes. Infelizmente, pelo menos 600.000 pessoas agora estão sem energia. Os apagões podem se tornar ainda mais generalizados. Infelizmente, há danos significativos em instalações e equipamentos – em 26 instalações de nosso sistema elétrico e quatro instalações no setor de petróleo e gás”, relatou Zelensky.

O ucraniano pediu que os Estados Unidos imponham sanções fortes à Rússia. “O presidente americano tem todas as ferramentas eficazes e necessárias para aproximar a paz por meio de força, justiça e pressão sobre o agressor. Pedimos pacotes adicionais de interceptores de mísseis Patriot para a Ucrânia. É inteiramente justo que digamos aos Estados Unidos, à Europa e a todos os nossos parceiros que nenhum país no mundo deve ser deixado sozinho para enfrentar um ator tão desequilibrado e pró-guerra como a Rússia”, disse.

Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles

Cessar-fogo parcial

O anúncio de cessar-fogo de Trump não foi confirmado pela Rússia. Zelensky questionou se a medida seria cumprida pelo Kremlin. “A Ucrânia quer paz. A questão é se a Rússia quer. As Forças Armadas da Ucrânia receberam todas as ordens apropriadas. Estamos aguardando detalhes claros do diálogo entre os Estados Unidos e a Rússia – e esperamos que Putin cumpra o que o presidente Trump disse”, afirmou o ucraniano.

A medida foi anunciada um dia após uma troca de farpas entre Trump e Zelensky. O norte-americano culpou o ucraniano pelo aumento do preço do diesel nos EUA, pediu que ele parasse com os ataques às refinarias russas e sugeriu que o país deveria ter um novo líder.

Na sexta-feira (9/10),  Trump anunciou um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para a liberação de 300 mil toneladas de diesel “para o mercado americano e global”.



Metropole