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Aeronave caiu no Tietê por usar peças de carro e fita isolante, aponta FAB


O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) concluiu que a queda da aeronave de pequeno porte dentro do Rio Tietê, em Pereira Barreto, no interior de São Paulo, em fevereiro de 2024, aconteceu por conta de “uma série de irregularidades”. O episódio causou a morte do piloto Rosivaldo Mendes da Silva, à época com 38 anos, e deixou o passageiro com ferimentos graves.

O Metrópoles teve acesso ao relatório, divulgado nesta quinta-feira (15/10). Dentre essas irregularidades apontadas pelo relatório da Força Aérea Brasileira (FAB), o piloto não possuía a habilitação para operar aeronaves anfíbias, apenas licença para aeronaves terrestres, o que o configurava como “não qualificado para o voo”. Além disso, Rosivaldo ficou por mais de 10 anos operando com certificado fora de vigência antes de regularizar a licença em 2023.

Além da licença do piloto, o motor da aeronave apresentava diversos componentes que não eram aeronáuticos e sim de veículos terrestres, como o filtro de combustível e do radiador de óleo, além de mangueiras comuns e do uso de fita isolante na fiação elétrica. O próprio piloto, que era dono de uma oficina de motocicletas, era quem realizava as manutenções da aeronave, segundo o relatório.

Outro fator foi o horário do voo. A decolagem ocorreu às 21h50. Ou seja, a aeronave voou no período noturno, o que viola as regras que restringem aeronaves experimentais a operações estritamente diurnas. 

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do Metrópoles SP

A conclusão oficial do CENIPA é de que o fator contribuinte confirmado para o acidente foi a falta de atenção às normas e regulamentos. As questões relativas à manutenção e aplicação de comandos ficaram classificadas como indeterminadas devido ao estado de degradação da estrutura e perda de documentos no naufrágio. 

Relembre o caso

A aeronave anfíbia experimental decolou do Aeródromo Fazenda São Joaquim, em Pereira Barreto, no interior de São Paulo, em 25 de fevereiro de 2024, para observar o pôr do sol. 

Cerca de 10 minutos após a decolagem, a aeronave inclinou-se de forma súbita para o lado esquerdo, perdendo sustentação e caindo violentamente na água do Rio Tietê, ficando submersa. O passageiro conseguiu ser resgatado com vida, mas o piloto não resistiu.



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