ENTREVISTA
Flávio descartou o irmão no Itamaraty, mas não respondeu diretamente se o pai terá cargo em eventual governo
O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (16/10), que o irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), não será ministro das Relações Exteriores caso ele vença a eleição.
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Ao ser questionado se o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso por tentativa de golpe de Estado, ocuparia algum cargo em um eventual governo, Flávio não descartou a possibilidade de forma direta e disse que o assunto nunca foi discutido entre os dois.
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“Ele [Eduardo] construiu, ao longo de mais de dez anos, um relacionamento internacional com vários líderes políticos conservadores, que são de direita, e ele tem o mérito dele. Agora, a questão de ser chanceler no Brasil é uma coisa à parte […] Não será”, respondeu Flávio ao ser perguntado se o irmão assumiria o posto de chanceler. A declaração foi dada durante sabatina da TV Globo.
Sobre o pai, o senador respondeu: “Uma coisa é o seguinte: o meu pai vai ser o povo brasileiro, para quem eu vou trabalhar. O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que eu fosse trabalhar no governo.”
A jornalista Renata Lo Prete insistiu na pergunta e quis saber se Flávio daria um cargo ao pai caso tivesse de escolher um nome. O candidato, porém, não respondeu diretamente se descartava essa possibilidade e voltou a dizer que o assunto nunca foi discutido.
“Eu tenho o privilégio de, na hora que precisar, consultar um ex-presidente da República que tenho dentro de casa e em quem confio. Sou privilegiado com isso, mas ele nunca tratou de cargo comigo”, afirmou.


