SEMIFINAL
Cruz-Maltino joga apenas pelo empate no Maracanã
Leandro Paredes está na lista do Boca Juniors para o duelo com o Vasco, nesta terça-feira (20), no Maracanã, pela volta da semifinal da Copa Sul-Americana. O volante sofreu uma lesão de grau 2 no músculo posterior da coxa direita há dez dias, no jogo contra o Instituto, pelo Campeonato Argentino.
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O futebol não é ciência exata, mas os estudos apontam que uma lesão desse tipo costuma exigir de quatro a seis semanas de recuperação. O camisa 5, porém, já voltou a treinar, ainda que com limitações físicas, e pode entrar em campo no sacrifício. O Boca perdeu a ida, e o intervalo entre a lesão e o jogo é de 20 dias.
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Tratamento no ‘sacrifício’ de Paredes para Vasco x Boca
O campeão mundial optou pelo tratamento a partir do próprio sangue. Paredes passou pelo tratamento chamado PRP, ou plasma rico em plaquetas. Poucos dias após a lesão, o jogador teve sangue e algumas partículas de células-tronco extraídos do seu corpo, que, posteriormente, foram levados a uma centrífuga. O objetivo era separar os glóbulos vermelhos dos brancos e concentrar cinco vezes mais as plaquetas de recuperação. Com sucesso, o plasma foi injetado na coxa do atleta.
Normalmente, o tempo de resposta do corpo em relação a este tratamento dura por volta de duas semanas, no entanto, Paredes teve uma evolução considerada positiva pelos médicos do Boca e já voltou a treinar com bola na última semana. O volante, mesmo sem estar na melhor forma física, se colocou à disposição de ajudar o time no confronto de volta contra o Vasco.
O clube carioca venceu o jogo de ida por 1 a 0, na Bombonera, e garante a vaga na final apenas com um empate no Maracanã, nesta terça-feira. Por outro lado, os argentinos terão que enfrentar um Maracanã lotado e com o apoio da torcida brasileira.
Atletas que já fizeram o mesmo tratamento
Anteriormente, Rafael Nadal, tenista espanhol, também testou o tratamento PRP. O atleta histórico teve algumas lesões seguidas no joelho em 2009 e acabou ficando de fora de dois campeonatos por conta das dores na época.
O espanhol usou o tratamento, feito a partir das próprias plaquetas, para se recuperar sem precisar de cirurgia. Na época, o procedimento foi considerado inovador. Nadal voltou às quadras ainda em 2009 e conquistou o US Open no ano seguinte. Episódio em que se concretizou de vez o tratamento PRP.



