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Donald Trump vê guinada à direita na América do Sul e exalta aliados


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, nesta terça-feira (20/10), que a América do Sul passa por uma mudança de orientação política, com o avanço da direita na região.

“Se você olhar para o que está acontecendo na América do Sul, as pessoas não acreditariam. Estava tudo pendendo muito para a esquerda. Agora está tudo à direita”, afirmou.

A declaração ocorreu após o republicano ser questionado sobre a possibilidade de apoiar Marine Le Pen na eleição presidencial francesa, prevista para 2027. Trump disse não conhecer pessoalmente a política francesa, mas aproveitou a pergunta para comentar o cenário sul-americano.

O republicano declarou que todos os candidatos que apoiou na região venceram as eleições e citou como exemplo o presidente eleito da Colômbia, a quem elogiou. Trump não mencionou o Brasil, onde o senador Flávio Bolsonaro (PL) disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Embora não tenha declarado apoio formal a um candidato no Brasil, Trump elogiou o desempenho de Flávio no primeiro turno. Em 5 de outubro, um dia após a votação, classificou o resultado como uma “grande vitória”, apesar da diferença apertada em relação a Lula.

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do Metrópoles

O senador recebeu 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do petista. Na ocasião, Trump disse que o segundo turno seria acirrado.

Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump em 26 de maio
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Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump em 26 de maio

Divulgação/Flávio Bolsonaro

Lula e Trump em encontro na Casa Branca
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Lula e Trump em encontro na Casa Branca

Ricardo Stuckert/Presidência da República

EUA: aprovação de Trump cai para 31% a duas semanas das eleições
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EUA: aprovação de Trump cai para 31% a duas semanas das eleições

Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Rubio também destaca avanço de aliados

Na segunda-feira (19/10), o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também comentou a mudança política na América Latina. Em entrevista ao site conservador Breitbart News, ele atribuiu parte do avanço de governos alinhados a Washington à reformulação da política de ajuda externa promovida pelo governo Trump.

Rubio mencionou a transferência da gestão dos recursos de assistência internacional para o Departamento de Estado e o desmonte da estrutura anterior da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

O secretário acusou organizações não governamentais latino-americanas de estarem alinhadas à esquerda e de atuarem contra os interesses norte-americanos. Segundo ele, os Estados Unidos financiavam muitas dessas entidades.

Rubio afirmou, por outro lado, que os governos parceiros não são subordinados a Washington, mas compartilham prioridades da administração Trump, como o combate a organizações ligadas ao narcotráfico e a atração de investimentos dos Estados Unidos.

Brasil fica fora de articulação de segurança

A aproximação entre governos latino-americanos e Washington também se manifesta na área de segurança. Recentemente, 14 países da região aderiram a uma declaração conjunta para combater 24 organizações classificadas pelos Estados Unidos como “narcoterroristas”.

A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), designados pelo governo norte-americano como organizações terroristas estrangeiras.

A iniciativa integra o Escudo das Américas, articulação liderada por Washington que reúne 19 países. Brasil e México estão fora do grupo.

O governo Lula defende a cooperação internacional no combate ao crime organizado, mas rejeita a presença militar estrangeira em território brasileiro.



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