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Justiça solta influencer Gabriel Spalone, suspeito de extorquir empresários


São Paulo — A Justiça de São Paulo soltou o influencer Gabriel Spalone, que estava preso desde 9 de outubro por suspeita de ameaçar e extorquir dois empresários. A decisão foi proferida nessa terça-feira (27/10). No ano passado, ele também foi preso por suposto envolvimento em esquema que desviou R$ 146 milhões de um banco e empresas por meio de transferência via Pix.

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1 de 4Reprodução/ Facebook
Influencer é apontado como peça-chave em esquema milionário e agora está preso após ser extraditado da Argentina para o Brasil
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Influencer é apontado como peça-chave em esquema milionário e agora está preso após ser extraditado da Argentina para o Brasil

Reprodução/ Facebook

Operação do Deic mira esquema de fraudes via Pix
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Operação do Deic mira esquema de fraudes via Pix

Divulgação/Deic

Gabriel Spalone
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Gabriel Spalone

Reprodução/Redes sociais

Apesar da decisão de soltura, o juiz Fabio Martins Marsiglio impôs medidas cautelares, entre elas, a de que o influenciador não mantenha nenhum contato e/ou se aproxime dos empresários que o denunciaram, não se ausente de onde mora sem autorização judicial e compareça bimestralmente em juízo para informar e justificar atividades e manter dados atualizados.

Procurado, o advogado do influenciador afirmou ao Metrópoles que o processo está sob sigilo. Ele classificou a revogação da prisão preventiva como “decisão assertiva e em sintonia com a lei, sendo a prova da inocência, ele nunca praticou nenhum crime de extorsão e tudo se trata de uma manobra de terceiro”, explicou Eduardo Maurício.

O advogado também afirma que Spalone é vítima de denúncia falsa dos empresários que, segundo ele, “não querem pagar valores lícitos devidos ao empresário [influenciador]”.

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do Metrópoles SP

Entenda

Documentos obtidos pelo Metrópoles, mostram que o influenciador investiu em uma empresa de transporte administrada por dois empresários de Barueri, na Grande São Paulo. O valor investido não foi mencionado.

O influenciador teria convencido os empresários, então sócios, a investirem em criptoativos denominados “Life Coin”, suposta moeda digital que, na verdade, era um ativo fictício utilizado em golpes. Mais tarde, porém, os empresários perceberam se tratar de uma fraude.

A defesa de Spalone, no entanto, diz que o influenciador preso também foi vítima do golpe e teve um prejuízo milionário.

Os empresários teriam, então, descontado de Spalone parte do prejuízo no pagamento de rentabilidade e participação da empresa de transportes. O influenciador não teria aceitado o acordo e argumentado que integrava uma organização criminosa.

A suposta ligação do influenciador com facção criminosa é investigada pela Polícia Civil.



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