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Andrei Rodrigues entra na alça de mira de interessados em seu cargo no comando da PF


Diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Alas da Polícia Federal e do PT se juntaram para detonar a atuação de Andrei Rodrigues como diretor-geral da corporação. O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), que teria deixado o Brasil sob as barbas do delegado, motivou a mais recente fritura. Na PF, agentes já queixosos relatam que a “falha” envergonha e pode descredibilizar a ainda respeitada instituição. Lembram ainda do desgaste com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Banco Master.

Período eleitoral

Lula já pensava em se livrar de Rodrigues desde que vazou que o chefão da PF curtiu convescote bancado por Daniel Vorcaro, em Londres.

Uma lambança

Petistas lembram que quando Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem deixaram o país, Andrei já chefiava a PF.

Monitoramento furado

Também há no STF quem queira ver o delegado pelas costas. Sobram críticas sobre a enrolação nos inquéritos sobre Lulinha.

Crise geral

Foi relatório da Polícia Federal, também na gestão Andrei Rodrigues, que deflagrou crise entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF.

Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Reforma de Motta não tem apoio nem no seu partido

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), diz querer avançar com uma reforma eleitoral – este ano – para reagir ao crescimento do PL, principal opositor a Lula (PT) e o maior partido do País. Diz querer “enfrentar o tema” do voto distrital misto, após encontro com membros do União Brasil, PP, PSD e Podemos. O problema é que nessa reunião não participou o PL, o maior da Casa, nem o PT, o segundo maior, nem emissários do seu próprio partido, o Republicanos, sexta maior bancada.

Nem os próprios

Apesar de presidir da Câmara, Hugo Motta não fala em nome do Republicanos, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP).

Bloco rachado

A conta de Motta leva em consideração suposto apoio da federação União/Progressistas (PP), que nunca votou em bloco desde a criação.

Passa da metade

PL, PT (federado a PCdoB e PV), Republicanos e MDB, outro ausente, têm 262 deputados no momento. O Novo tem mais cinco representantes.

Prato comido

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), perdeu mais de 21% dos votos entre 2022 e 2026. Em nenhuma das duas eleições seria eleito sem ajuda do sistema proporcional de votos, que ele agora quer alterar.

Vai dar problema

Apenas cerca de 5,5% (28) dos deputados federais tiveram votos suficientes, em 2022, para se elegerem por mérito próprio, sem depender do desemprenho coletivo do partido ou da federação partidária. Incluindo o atual presidente da Câmara, Hugo Motta, que quer “rever” o sistema.

Oposição em alta

Em 2026, o número de deputados federais eleitos por “mérito próprio”, ou seja, sem depender do desempenho do partido ou federação aumentou, passou de 28 para 35. Mais de um terço deles (12) foram eleitos pelo PL. PT elegeu apenas dois, enquanto o Psol emplacou sete deputados.

Poder lacrador

É mesmo necessário tornar inelegíveis os covardes que agridem mulheres, mas o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) extrapolou de novo, e só para lacrar. Está na Constituição: é o Poder Legislativo que legisla.

Milhões em cash

Daniel Vorcaro disse à PF e à PGR ter dado R$ 40 milhões em dinheiro vivo ao ministro de Lula Alexandre Silveira (Minas e Energia) para campanhas de 2022 e 2024. Lembra outro escândalo terminado em “ão”.

Tudo o mesmo escândalo

Carlos Viana (PSD-MG) comemorou o retorno do caso da roubalheira do INSS ao ministro André Mendonça, do STF, após “enterrarem” a investigação iniciada pela CPMI quando “chegou perto do Master”.

Direito a nada

Para Carol de Toni (PL-SC), o STF atropela o direito das famílias ao impedir que pais retirem os filhos de aulas sobre gênero e sexualidade: “O Estado quer decidir até onde termina a autoridade dos pais”.

Matéria ou propaganda?

André Janones anda para cima e para baixo em Brasília com a equipe do Fantástico, que prepara reportagem sobre o deputado. Resta saber se devem abordar o caso da rachadinha e as acusações de agressão.

Pensando bem…

… vai ter gente saindo da PF para o RH.



Fonte: Gazetaweb