ACADEMIA NA PONTA VERDE
Irmãs seguem foragidas pela morte de gata; outro suspeito já foi preso após mandado judicial
As investigações sobre a morte brutal da gata comunitária Camila Regina ganharam um novo desdobramento. O deputado estadual Leonam Pinheiro anunciou, nessa terça-feira (3), a identificação de uma terceira pessoa que aparece nas imagens das agressões contra o animal em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió. Um dos acusados já foi preso por mandado judicial.
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De acordo com o parlamentar, a mulher identificada é irmã de Patrícia, outra suspeita de envolvimento no caso, que continua foragida da Justiça. Em vídeo publicado nas redes sociais, Leonam afirmou que a identificação ocorreu após o avanço das investigações e fez um alerta à mulher que ainda não foi localizada.
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“Acaba de ser identificada a terceira pessoa que aparece nas imagens praticando esse ato de barbaridade e crueldade contra a gatinha Camila Regina. Trata-se da irmã de Patrícia”, declarou.
Na publicação, o delegado também cobrou que Patrícia se apresente às autoridades e afirmou que as buscas continuam. “Você ainda pode se entregar, se apresentar e se colocar à disposição da Justiça, mas, mais dia, menos dia, sua hora vai chegar. Você vai ser presa, capturada e responderá com sua irmã também pelo ato de crueldade que praticou”, afirmou.
Leonam reforçou que os envolvidos deverão responder pelos atos investigados e destacou que os maus-tratos contra animais constituem crime.
Suspeito preso
Um dos investigados, José Tarciso Tavares, foi preso na manhã do dia 31 de outubro, no município de Major Izidoro, no interior de Alagoas. A prisão foi divulgada pelo próprio delegado Leonam.
Segundo o parlamentar, o homem teria se deslocado para a cidade na tentativa de evitar o cumprimento do mandado de prisão expedido contra ele. A captura foi realizada por uma equipe coordenada pelo delegado Caio, que participou das diligências para localizar o suspeito.
Com a prisão, as buscas continuaram voltadas à localização de Patrícia e à identificação dos demais envolvidos no episódio.
Denúncia
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) ofereceu, no dia 30 de outubro, denúncia contra José Tarciso e Patrícia. O órgão também solicitou à Justiça a prisão preventiva de ambos.
O crime aconteceu em 29 de agosto deste ano, na Academia Bluefit, localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento, que registraram as agressões contra a gata.
Camila Regina era um animal comunitário, alimentado e cuidado por frequentadores da academia. Conforme a denúncia do Ministério Público, ela foi colocada dentro de um saco plástico e submetida a uma série de agressões.
Segundo a investigação, o homem denunciado teria pisado repetidamente sobre o corpo do animal, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos. A mulher, por sua vez, é apontada pelo MPAL como responsável por ordenar o crime.
Ainda de acordo com a denúncia, após as agressões, a mulher teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo da gata.
A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo, da 56ª Promotoria de Justiça da Capital, afirmou que o inquérito policial reuniu elementos que indicam a ocorrência do crime e a participação dos dois denunciados.
Com a identificação da terceira suspeita, o caso ganha um novo capítulo. A cobrança por justiça pela morte de Camila Regina continua mobilizando moradores, frequentadores da academia e defensores da causa animal.
NOTA OFICIAL DA ACADEMIA
A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.
A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.
Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.




