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Em entrevista ao NYT, Flávio Bolsonaro diz que levará para o túmulo detalhe sobre fuga do Brasil


Senador afirma ter agido sozinho, mas jornal revela apoio logístico dos EUA e da Argentina

Em sua primeira entrevista após deixar o país na semana passada, concedida ao jornal norte-americano The New York Times e publicada nesta quinta-feira (5), o senador Flávio Bolsonaro afirmou que “levará para o túmulo” a resposta sobre como articulou sua saída do Brasil. O parlamentar, derrotado na eleição presidencial do último dia 25 de outubro, sustentou ao periódico ter agido de forma isolada, sem o auxílio de terceiros ou governos estrangeiros.

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As declarações de Flávio, contudo, foram confrontadas pela apuração da reportagem do NYT. De acordo com autoridades americanas ouvidas pelo jornal, a viagem até Miami envolveu um jato providenciado por um funcionário da Casa Branca e autorização direta do presidente Donald Trump. Durante o trajeto, o senador também fez escalas no Equador e na Argentina, onde esteve com um dos principais assessores da presidência argentina em um aeroporto.

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Flávio declarou ser inocente das acusações que responde, mas alegou que decidiu deixar o país na manhã seguinte ao pleito por avaliar que seria preso caso permanecesse no Brasil, voltando a proferir críticas ao ministro do STF Alexandre de Moraes. O jornal ressaltou que o parlamentar enfrenta investigações por corrupção e lavagem de dinheiro, tendo saído do país após ordens de entrega de seus passaportes.

Apesar de o seu partido (PL) não contestar formalmente o resultado das urnas, Flávio afirmou à jornalista Ana Ionova que pretende contestar judicialmente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva, embora reconheça baixas chances de sucesso. Ele reforçou alegações sem provas sobre a segurança do sistema eletrônico de votação — classificado por especialistas internacionais como um dos mais seguros do mundo — e adiantou que pretende influenciar a política nacional à distância, articulando pautas como a redução da maioridade penal e a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

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Fonte: Gazetaweb