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Como está a briga pela herança do fundador das Casas Bahia


Filhos de Moacyr Ramos de Paiva Agustinho Junior: Moacyr morreu em 2021 tentando provar ser fruto de um relacionamento do rei do varejo com sua mãe, Rita de Cássia, quando ela tinha 17 anos. Ele entrou com ação de paternidade em 2011, que está travada na Justiça com a recusa dos Klein em fazer o exame de DNA, que deve ser realizado voluntariamente.

O que é questionado?

Enquanto a ação de paternidade não tiver solução, a herança não pode ser movimentada. Se ficar comprovado que Moacyr era mesmo filho biológico de Samuel, os herdeiros dele entram no espólio.

Saul também questiona movimentações no patrimônio do pai acusando Michael. A mudança do controle das Casas Bahia entre outubro e novembro de 2002 é questionada pelos advogados de Saul. Na época, Samuel, o pai, deixou de ser sócio majoritário (55%) e passou a ser minoritário (22,5%), após o cancelamento de cotas em favor de Michael (45%).

Assinaturas são questionadas. Advogados de Saul contrataram dois peritos que emitiram laudos que colocam em dúvida a legitimidade e autenticidade das assinaturas de Samuel nos contratos. A estimativa da defesa é que, caso comprovada a fraude, mais de R$ 1 bilhão tenham que voltar ao patrimônio de Samuel para ser dividido pelos herdeiros.

Redução de patrimônio de Samuel: Operações realizadas nos últimos dois anos de vida do patriarca teriam beneficiado diretamente Michael e Eva, além de dois netos (Rafael e Natalie, filhos de Michael). Foram redução de capital da empresa, transferência de ações, doações diretas e indiretas. Advogados de Saul dizem que isso reduziu o patrimônio do pai em R$ 8 bilhões.



Fonte: Uol