Search

Transplantados de rim no Hospital do Coração Alagoano ressaltam humanização na assistência


13/03/2025 18:33 | Saúde

Transplantados de rim no Hospital do Coração Alagoano ressaltam humanização na assistência

Márcia, Maria, e Adailton se reencontraram e relembraram de toda a assistência e cuidado que tiveram no pré e no pós-operatório


O encontro do transplantados Maria do Socorro, Márcia Miranda e José Adailton, no Hospital do Coração Alagoano

Micael Oliveira / Ascom Sesau

Marcelo Alves / Ascom Sesau

Três alagoanos submetidos a transplantes renais no Hospital
do Coração Alagoano, em Maceió, se encontraram, coincidentemente nesta
quinta-feira (13), Dia Mundial do Rim, durante consultas de acompanhamento de
rotina. Na oportunidade, Maria do Socorro Vieira, de 39 anos, Márcia Miranda
dos Santos, 43, e José Adailton Pereira, 49, ressaltaram o cuidado que tiveram
da equipe multidisciplinar, desde o pré, até o pós-operatório, além de
destacarem a importância da assistência humanizada, que contribuiu para acelerar
a recuperação do trio após as cirurgias.

 

Primeiras mulheres transplantadas no Hospital do Coração
Alagoano, Maria e Márcia são consideradas irmãs de rins, uma vez que foram
submetidas ao transplante no mesmo dia, 17 de outubro do ano passado, e
receberam o órgão do mesmo doador. Durante o atendimento multidisciplinar de
rotina, as duas permaneciam juntas, deixando transparecer a afinidade nascida dessa
experiência de vida.

 

Natural de Maceió, Maria lembra que em 2021 sentiu os
primeiros sintomas de alteração no funcionamento dos rins: tontura e enjoo. “Fui
ao médico e já dei início ao tratamento medicamentoso para cuidar dos rins.
Passei pouco tempo tomando remédio, pois tive que ir para a hemodiálise”,
disse.

 

Após três anos e dois meses de hemodiálise, Maria entrou
para a fila de transplante e, no dia 17 de outubro do ano passado, ela foi
transplantada. “O tratamento foi maravilhoso. Foi além do que eu esperava. Fui
muito bem cuidada por toda a equipe médica. Não tenho do que reclamar”, afirmou.
Maria fez questão de ressaltar o novo hábito adquirido em favor de sua saúde:
passou a tomar muita água.

 

Do município de Craíbas, Márcia contou que tinha
predisposição para a doença renal, uma vez que pertencia ao grupo de risco: era
fumante, diabética e sedentária. “Comecei sentindo falta de ar. Quando cheguei
à UPA, foi constatado que eu tive derrame nos pulmões e já estava com os rins
comprometidos. Chequei a ficar 21 dias entubada em uma UTI [Unidade de Terapia
Intensiva]”, disse.

 

Após receber alta da UTI, foi encaminhada para a hemodiálise
e entrou para a fila de transplantados em Recife (PE) e Maceió. Foi escolhida
em Maceió. No dia 30 de setembro de 2024 fez os exames para o transplante e, em
17 de outubro, foi submetida à cirurgia. “Pense no cuidado e tratamento que
eles me deram. Isso ajudou muito no pré e pós-operatório”, disse.

 

Natural de Maceió, ex-jogador de futebol, com passagens pelo
CSA e pelo extinto Corinthians Alagoano, José Adailton disse que em 2021, os
rins dele deram sinais de problema, quando começou a sentir falta de apetite,
perda de peso e vômitos constantes. “Fui ao médico e constatei que estava com alta
pressão arterial e insuficiência renal. Rapidamente me internaram no antigo
Hospital do Açúcar, agora Veredas. Fui para a hemodiálise, onde passei três
anos nesse processo”, relatou.

 

O ex-goleiro contou que também teve a oportunidade de entrar
na fila de transplantados de rins, sendo escolhido para receber o órgão.
“Depois que me inscrevi, passaram-se oito meses e fui chamado para receber os
rins. Nunca imaginei que seria tão rápido e que receberia tanta atenção e
cuidado”, disse o ex-atleta, salientando também que, atualmente, tem tomado
bastante água, o que não fazia até ser acometido pela doença renal.

  





Fonte:Source link