O engenheiro brasileiro Andre Blanchet participa do programa A220 desde o início, ainda sob a gestão da Bombardier. Formado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), Blanchet ingressou na Bombardier em 1998 e, em 2009, passou a gerir o programa A220. Hoje, ele é líder de engenharia de clientes do modelo.
“Tenho muito orgulho de fazer parte desse projeto. É uma experiência única trabalhar em algo que se tornou um marco na aviação”, afirma Blanchet. Ele explica que o A220 foi desenvolvido do zero, com foco em ser uma aeronave de 100 a 150 assentos, aproveitando as mais recentes tecnologias para otimizar o design entre asas, motores e fuselagem.
Embora a fuselagem principal seja de alumínio, as asas, estabilizadores e a cauda são feitos de fibra de carbono, tornando o avião mais leve e eficiente em termos de consumo de combustível. Essa eficiência se traduz em uma redução de 25% no consumo por passageiro, em comparação com outros aviões tradicionais, além de menor emissão de poluentes e ruído, permitindo operações em áreas urbanas com restrições de ruído.
Embraer e Latam
Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil, afirmou recentemente que a empresa está considerando expandir sua frota com aeronaves menores. A fala foi feita no começo de agosto durante o anúncio dos resultados trimestrais da empresa.


