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Tallis Gomes queria ser Elon Musk, mas acabou como o ex-CEO da Uber


Dias antes, ele já havia manifestado preocupação com o futuro do país. Tanta apreensão tinha motivo: uma decisão da Justiça retirando do ar perfis ligados a Pablo Marçal, o coach e candidato à Prefeitura de São Paulo, condenado por golpes bancários.

Como se viu, a campanha de Marçal promovia competições pagas em fóruns de internet para produzir conteúdos eleitorais, o que contraria a lei. A justificativa, no entanto, não convenceu Tallis Gomes. “A boa e velha ‘democracia'”, ironizou e indignou-se.

Mas é no culto ao trabalho duro que o fundador de aplicativos como Singu e Easy Taxi mais se identifica com Elon Musk. Em agosto, durante participação em um podcast, fez algum barulho bradando que não contratava esquerdista “mimizento”. De quebra, encheu a boca para dizer que seus colaboradores ralam das 8 da manhã até uma da madrugada.

“Se você não meter umas 70, 80 horas por semana de trabalho, você não vai construir nada na vida, mano”, profetizou. A carga pode até soar excessiva para mim e para você, profissional mediano de carteira assinada e refém da jornada padrão CLT. Mas saiba que isso nem cócegas faz nas 120 horas de batente que Musk diz cumprir a cada sete dias.

Uma foto do treino de jiu-jitsu aqui, uma imagem do pé disruptivamente sobre a mesa ali, uma ou outra polêmica sem grande importância acolá, tudo corria bem até Tallis Gomes resolver tirar a dúvida de um internauta no Instagram. Que tal casar com uma mulher CEO de empresa? Jamais. Por quê?

“Salvas raras exceções (eu particularmente só conheço duas), essa mulher vai passar por um processo de masculinização que, invariavelmente, vai colocar meu lar em quarto plano, eu, em terceiro plano e meus filhos, em segundo plano”, escreveu, do alto de sua autoestima.



Fonte: Uol