05/04/2025 08:38 | Cultura
11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas anuncia homenageados de 2025
Mãe Neide, Mãe Mirian e Pai Célio serão celebrados no maior evento literário e cultural do Estado

Mãe Neide Oyá d’Oxum é uma das homenageadas na 11ª edição da Bienal Internacional do Livro de Alagoas
Daniel Borges / Ascom Secult
Com uma reverência especial à força das religiões de matriz
africana e à ancestralidade viva que pulsa no Estado, a 11ª Bienal
Internacional do Livro de Alagoas homenageará três grandes nomes da cultura
afro-alagoana: Mãe Neide Oyá d’Oxum, patronesse do evento; Mãe Mirian,
madrinha; e Pai Célio, padrinho da edição. O evento ocorrerá de 31 de outubro a
9 de novembro, no Centro Cultural e de Exposições Ruth Cardoso, no bairro de
Jaraguá, em Maceió.
Reconhecidos pelos trabalhos de valorização das religiões de
matriz africana e das tradições culturais alagoanas, os três líderes são
guardiões de saberes, tradições e espiritualidades que transformam comunidades
e fortalecem a identidade cultural da população.
Para a secretária de Estado da Cultura e Economia Criativa,
Mellina Freitas, celebrar Mãe Neide, Mãe Mirian e Pai Célio é reconhecer a força
de quem mantém viva a memória, a espiritualidade e a cultura alagoana. “É
impossível contar a história cultural de Alagoas sem mencionar esses três
grandes nomes, que são exemplos de resistência, sabedoria e generosidade. Seus
terreiros são espaços de acolhimento, formação e cultura viva”, destacou.
“A Bienal do Livro, que sempre foi um lugar de encontro e
reflexão, ganha ainda mais potência e sentido ao prestar reverência a quem
escreve, com tanto amor e coragem, a história da nossa gente. Esse reconhecimento
reafirma nosso compromisso com a diversidade e o respeito às raízes ancestrais
que moldam a identidade alagoana”, reforçou.
Patrimônio
Natural de Arapiraca, Mãe Neide Oyá d’Oxum mantém o Centro
Espírita Santa Bárbara, na parte alta de Maceió, onde desenvolve ações sociais
e culturais. Reconhecida também como chef de cozinha, ela traz em sua
gastronomia a ancestralidade afro-quilombola. Já foi eleita a melhor chef do
país, é embaixadora da gastronomia alagoana e é Patrimônio Vivo de Alagoas
desde 2011.
Mãe Mirian nasceu em Piranhas e iniciou sua jornada
espiritual ainda na infância, enfrentando doenças e dificuldades familiares.
Foi guiada pelos orixás desde cedo e encontrou refúgio nas religiões de matriz
africana em um contexto de perseguição. Hoje, é símbolo de resistência e de
força feminina dentro das tradições que representa. Ela também é um Patrimônio
Vivo de Alagoas, reconhecida pelo Governo de Alagoas, em 2021.

Pai Célio, por sua vez, é historiador e líder religioso desde
a juventude. Criou, em 1984, o Núcleo de Cultura Afro Brasileira Iyá Ogun-té,
uma instituição sem fins lucrativos voltada à formação e ao fortalecimento das
comunidades tradicionais, promovendo oficinas, palestras e cursos voltados à
cultura afro-brasileira.
Sobre a Bienal
A 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas é uma
realização da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e do Governo de Alagoas, por
meio da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa, com patrocínio do
Sebrae e apoio da Fundação Universitária de Desenvolvimento de Extensão e
Pesquisa (Fundepes).

Com curadoria do professor Eraldo Ferraz, o evento também
conta com a parceria das secretarias de Estado do Turismo (Setur) e da
Comunicação (Secom).
Acompanhe todas as novidades pelas redes sociais oficiais:
@bienaldealagoas no Instagram, Threads e Facebook.
Fonte:Source link




