11/04/2025 18:07 | Saúde
Médico do Hospital Ib Gatto Falcão alerta sobre os cuidados para evitar infecções virais em crianças
Pedro Andrade diz as mudanças climáticas e a chegada do Outono favorecem a circulação de vírus respiratórios

Durante esta época do ano os pequenos que estão em idade escolar e creches costumam sofrer com a circulação de vírus respiratórios como o rinovírus, adenovírus, vírus sincicial respiratório (VSR) e influenza
Pedro Junior / Ascom Sesau
Maju Silva / Ascom Hospital Ib Gatto
Nesta época do ano aumenta
significativamente o número de crianças com sintomas de infecções virais. Casos
de febre, tosse, congestão nasal, dor de garganta e mal-estar geral aumentam,
principalmente se os pequenos estão em idade escolar e em creches. Diante deste
cenário, o médico Pedro Andrade, que atua no Hospital Ib Gatto Falcão, em Rio
Largo, alerta os pais sobre os cuidados a serem adotados.
Pedro Andrade diz que esse aumento
está relacionado à mudança climática e a chegada do outono, quando geralmente
ocorrem períodos de sol intercalados por chuvas, o que favorece a circulação de
vírus respiratórios como o rinovírus, adenovírus, vírus sincicial respiratório
(VSR) e influenza. Além disso, o retorno das atividades presenciais e a
permanência prolongada em ambientes fechados contribuem para a propagação
desses agentes infecciosos entre os pequenos.
Por isso, o médico do Hospital Ib
Gatto Falcão destaca a importância da prevenção e do acompanhamento dos
sintomas. “É fundamental que os pais mantenham a caderneta de vacinação dos
filhos atualizada, especialmente com a vacina contra a Influenza. Caso a febre
persista por mais de 48 horas, ou surjam sinais como dificuldade para respirar
ou cansaço excessivo, é essencial buscar atendimento médico imediato para
evitar complicações”, ressaltou Pedro Andrade.
A enfermeira Grazielle Abdalla, que
atua no setor pediátrico do Hospital Ib Gatto Falcão, também faz um alerta
importante. “Estamos vendo muitas crianças com sintomas gripais chegando ao
hospital nos últimos dias. A maioria dos casos é leve, mas é importante não
subestimar os sintomas. Quando os pais trazem os filhos logo no início,
conseguimos agir com mais eficácia e evitar agravamentos”, disse Grazielle.
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Embora a maioria dos casos seja
considerada leve e com resolução espontânea em poucos dias, os profissionais de
saúde se preocupam com a evolução para quadros mais graves, como bronquiolite,
pneumonia e outras complicações respiratórias — especialmente em bebês e
crianças com comorbidades. Diante desse cenário, os especialistas reforçam
medidas preventivas, como a higiene frequente das mãos, evitar aglomerações
sempre que possível e não enviar a criança à escola ou à creche em caso de
sintomas gripais.
Constatação
A dona de casa Maria, mãe da pequena
Emanuelly, de três anos, conta que levou a filha ao hospital após notar
sintomas persistentes: “Ela começou com uma tosse leve e depois
veio a febre alta. Fiquei preocupada e decidi trazer logo. Fui muito bem
atendida e recebi todas as orientações. Agora estou mais atenta aos sinais e
tomando mais cuidado com a higiene em casa”, informou.
Pais e responsáveis devem estar
atentos a sinais de alerta como febre persistente, recusa alimentar, prostração
e dificuldade respiratória. Nesses casos, a recomendação é procurar
imediatamente a unidade de saúde mais próxima. As autoridades seguem
monitorando a situação e reforçam a importância de cuidados básicos para
proteger as crianças e conter a disseminação dos vírus respiratórios e manter a
cartão de vacina atualizado.
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