Search

Malês: a revolta que o Brasil tentou apagar agora ganha a tela


Cartaz de Malês, filme que conta com a presença de Antônio Pitanga. Divulgação

Antônio Pitanga sempre foi maior que o tempo. Desde o Cinema Novo, sua presença abriu caminhos e mostrou que o Brasil podia se ver em telas sem máscaras. Hoje, aos 86 anos, ele entrega Malês, um filme que não é só obra de arte, é gesto de reparação. O Brasil devia a Pitanga — e a si mesmo — a coragem de contar a história da maior insurreição de pessoas escravizadas já registrada aqui: a Revolta dos Malês, em Salvador, 1835.

Tudo em um só lugar.

Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!

ACESSE O GRUPO >

Homens e mulheres africanos, muitos deles muçulmanos alfabetizados, ousaram enfrentar o sistema que os aprisionava. Organizaram-se, saíram às ruas, tomaram a cidade e afirmaram que a escravidão jamais seria aceita em silêncio. Foram derrotados, punidos com brutalidade, mas deixaram a prova incontornável de que a liberdade nunca foi dádiva, sempre foi conquista.

Leia também

E, no entanto, essa história segue quase apagada dos livros escolares, sobretudo no Sul, Sudeste e no Centro-Oeste. A omissão não é acaso, é projeto: invisibilizar os levantes negros é reforçar o mito de que a abolição foi generosidade. O que Pitanga faz em “Malês” é rasgar o véu desse esquecimento, devolver dignidade a quem foi silenciado e reafirmar que nossa história não pode ser contada sem insurgência.

Leia a matéria completa no site Metrópoles clicando aqui

App +Gazeta

Confira notícias no app, ouça a rádio, leia a edição digital e acesse outros recursos



Fonte: Gazetaweb