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Acusada de matar sargento após discussão vai a Júri Popular


sargento Alessandro Fábio da Silva, da PM de Alagoas

Josefa Cícera Nunes Flores, acusada de matar o companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, sentará no banco dos réus no próximo dia 6 de agosto. A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió. A acusação será…

Josefa Cícera Nunes Flores, acusada de matar o companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos, sentará no banco dos réus no próximo dia 6 de agosto. A sessão está marcada para começar às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, no bairro Barro Duro, em Maceió.

A acusação será conduzida pelo promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, que representará o Ministério Público durante o julgamento.

De acordo com o MP, além do homicídio do sargento, há depoimentos de testemunhas que apontam que Josefa Cícera apresentava comportamento explosivo e fazia uso de arma de fogo de forma recorrente. Entre os relatos constantes nos autos, está a informação de que, em uma ocasião, ela teria efetuado 12 disparos contra o pneu de um veículo que transportava uma criança.

O crime ocorreu no dia 23 de março de 2022, na residência do casal, localizada no Condomínio Jardim das Violetas, no bairro Cidade Universitária, em Maceió. Alessandro Fábio da Silva foi atingido por um disparo na região abdominal, chegou a ser socorrido e encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), mas não resistiu aos ferimentos.

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Após o crime, Josefa Cícera afirmou que o casal havia discutido por ciúmes e que o companheiro teria sugerido que ambos brincassem de roleta russa. Segundo sua versão, ao recusar a proposta, os dois entraram em luta corporal, momento em que o disparo teria ocorrido. O Ministério Público, no entanto, sustenta que essa versão não encontra respaldo nas provas reunidas durante a investigação.

Ainda conforme depoimentos de testemunhas, o relacionamento era marcado por frequentes discussões motivadas por ciúmes. Os relatos também indicam que a acusada já teria agredido a vítima em outras ocasiões, além de outras pessoas.

O Ministério Público destaca que atuará no julgamento em defesa da responsabilização penal da acusada, buscando a aplicação da lei e a proteção do direito à vida, em respeito à vítima, aos familiares e à sociedade, independentemente do sexo, raça, cor ou condição social das pessoas envolvidas.

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