O advogado Alan Araújo Dias, de 35 anos, denunciou ter sido agredido após ser vítima de uma emboscada na madrugada da última quinta-feira (9/7), no bairro Garavelo, em Aparecida de Goiânia (GO). Em agosto do ano passado, o nome do advogado ficou em evidência após ele receber um tapa de uma mulher durante uma audiência de custódia, em Formosa (GO).
O ataque teria sido cometido por seis homens que deferiram golpes de capacete, chutes e um golpe de raspão com arma branca no peito da vítima. O caso está sendo investigado pelo Grupo Especial de Investigação de Homicídios (GIH) de Goiânia como tentativa de homicídio.
A vítima relatou à Polícia Civil de Goiás (PCGO) que consumia bebidas em um estabelecimento quando um homem desconhecido iniciou uma discussão com o colega que o acompanhava. Na tentativa de pacificar a situação, Alan interveio pedindo calma e ponderando que “não precisava de ignorância” para resolver o desentendimento.
A intervenção, contudo, inflamou o agressor. Cerca de 30 minutos após o bate-boca inicial, o suspeito retornou ao local reforçado por outros cinco rapazes. O grupo imediatamente teria partido para a agressão física.
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do Metrópoles
Um dos agressores avançou contra o advogado empunhando um canivete, conseguindo atingi-lo de raspão na região do tórax. Alan conseguiu desarmar o agressor jogando o canivete longe, mas passou a ser severamente espancado pelos demais.
A Polícia Militar de Goiás (PMGO) atendeu a ocorrência e encaminhou Alan à delegacia, onde registrou queixa. O caso será investigado pela PCGO.
Acusado de violência doméstica e ameaças
O advogado responde acusação de violência doméstica contra a sua ex-mulher, que tem uma medida protetiva contra Alan. O Metrópoles teve acesso a prints de conversas que mostram Alan dizendo que a sua ex-companheira não sabe o que ele é capaz de fazer.

“Ela não conhece o Alan antes da advocacia. Ela não sabe do meu passado e do que sou capaz de fazer. Ela quer guerra, então vai ter guerra”, diz o advogado. O homem chega a dizer que vai pedir exame de DNA alegando que sua ex, com quem tem um filho, sairia com outros homens.
Em um áudio, Alan chega a dizer que não liga para os filhos. “Eu não tô nem aí para filho, não. Se ela quiser arrumar outro pai para a menina aí, arruma. Tem uma filha em Luziânia que eu não vejo há sete anos”, relata o homem.
O processo de violência doméstica segue correndo em sigilo na Justiça de Goiás. Enquanto isso, o cadastro do advogado segue ativo e regular na Ordem dos Advogados do Brasil na Seccional de Goiás (OAB-GO).
O contato do advogado não foi localizado pela reportagem. O canal para manifestação segue aberto.




