Os números oficiais da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em dezembro de 2025, ajudam a dimensionar o peso da saúde pública em Alagoas. O estado possui 390.291 beneficiários de planos de assistência médica.
Em uma população estimada em pouco mais de 3,2 milhões de habitantes, isso representa aproximadamente 12% de cobertura privada. O dado coloca Alagoas entre os estados com menor cobertura de planos de saúde no Nordeste — e abaixo da média nacional, que gira em torno de 25%.
Ranking do Nordeste – beneficiários em números absolutos (Dez/2025)
1️⃣ Bahia – 1.764.251
2️⃣ Ceará – 1.492.952
3️⃣ Pernambuco – 1.457.130
4️⃣ Rio Grande do Norte – 644.210
5️⃣ Maranhão – 535.098
6️⃣ Paraíba – 464.933
7️⃣ Piauí – 412.622
8️⃣ Alagoas – 390.291
9️⃣ Sergipe – 342.144
No total, o Nordeste soma 7.503.631 beneficiários de planos médicos. Alagoas representa apenas 5,2% desse total regional.
Ranking regional por percentual de cobertura estimada
(Percentual aproximado com base na população estimada 2025)
🔹 Pernambuco – cerca de 15%
🔹 Ceará – cerca de 16%
🔹 Bahia – cerca de 12%
🔹 Rio Grande do Norte – cerca de 18%
🔹 Sergipe – cerca de 15%
🔹 Paraíba – cerca de 11%
🔹 Maranhão – cerca de 7%
🔹 Piauí – cerca de 12%
🔹 Alagoas – cerca de 12%
Embora tenha melhorado de posição nos últimos anos, Alagoas permanece na faixa inferior de cobertura regional.
Concentração na capital Outro dado relevante é a concentração geográfica. Dos 390.291 beneficiários no estado: – 287.756 estão em Maceió Isso significa que cerca de 74% dos usuários de planos privados estão concentrados na capital.
No interior, a dependência do SUS é praticamente total.
O que os números revelam
A matemática é direta. Se apenas 390 mil pessoas têm plano privado, cerca de 2,8 milhões de alagoanos dependem exclusivamente do SUS. Isso significa que hospitais estaduais, UPAs, unidades básicas e programas públicos são o eixo central da assistência médica no estado.
E mesmo na capital, onde a cobertura é maior, o acesso a determinadas especialidades não é simples. Neurologia, endocrinologia, urologia e outras áreas apresentam dificuldades de agendamento até na rede privada. No interior, a limitação é maior.
SUS como espinha dorsal
Em estados como São Paulo e Rio de Janeiro, onde a cobertura privada supera 30%, o SUS divide espaço com a rede suplementar. Em Alagoas, ele é a base estrutural.
A baixa cobertura de planos privados reforça:
– A importância da rede hospitalar estadual
– O papel das UPAs na média complexidade
– A necessidade de interiorização de especialistas
– O investimento em soluções digitais para ampliar acesso
Saúde digital dentro desse contexto
É nesse cenário que o Saúde Até Você Digital ganha relevância.
Com mais de 30 mil downloads e mais de 11 mil agendamentos com especialistas apenas na primeira quinzena de fevereiro, o programa surge como instrumento de ampliação do SUS. Não como substituição. Mas como complemento estratégico.
Em estados com maior cobertura privada, a telemedicina funciona como comodidade. Em Alagoas, ela funciona como ampliação de acesso.
Um retrato estrutural
O ranking regional mostra que Alagoas está entre os estados com menor cobertura de saúde suplementar no Nordeste.
O que isso significa, na prática? Que qualquer avanço na rede pública tem impacto direto sobre a maioria da população.
Aqui, saúde não é apenas serviço. É política social estruturante.
E os números da ANS ajudam a explicar por quê.
Abaixo da média nacional
Com 12% de cobertura privada, estado depende mais do SUS do que a média brasileira. Os dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), com base em dezembro de 2025, mostram que o Brasil possui 53.180.646 beneficiários de planos de assistência médica.
Considerando uma população nacional próxima de 203 milhões de habitantes, isso representa uma cobertura média de aproximadamente 26% da população brasileira.
Alagoas, com 390.291 beneficiários para uma população superior a 3,2 milhões, apresenta cerca de 12% de cobertura.
Ou seja, menos da metade da média nacional.
Ranking nacional – maiores volumes de beneficiários
Em números absolutos, os maiores estados concentram a maior parte da saúde suplementar:
🔹 São Paulo – 18.699.968 beneficiários
🔹 Minas Gerais – 5.908.958
🔹 Rio de Janeiro – 5.578.758
🔹 Distrito Federal – 1.032.642
Esses quatro entes federativos somam juntos cerca de 31 milhões de beneficiários — mais da metade de todo o mercado nacional.
Percentual estimado de cobertura nos maiores estados
Com base populacional aproximada:
🔹 Distrito Federal – acima de 30%
🔹 São Paulo – entre 35% e 40%
🔹 Rio de Janeiro – acima de 30%
🔹 Minas Gerais – entre 25% e 30%
Comparação direta:
– Média nacional: ~26%
– Alagoas: ~12%
Alagoas está cerca de 14 pontos percentuais abaixo da média brasileira.
Participação no total nacional
Alagoas representa: 390.291 beneficiários de um total nacional de 53.180.646. Isso equivale a aproximadamente 0,73% do mercado nacional de planos de saúde. É um percentual reduzido, proporcionalmente inferior à participação populacional do estado.
O que isso revela
Em estados como São Paulo ou Distrito Federal, parte relevante da demanda por consultas, exames e procedimentos eletivos é absorvida pela rede privada.
Em Alagoas, a lógica é diferente. Com apenas 12% da população coberta por planos privados, a pressão sobre hospitais públicos é maior.
Enquanto o Brasil registra cobertura média de 26%, o Nordeste soma 7,5 milhões de beneficiários, distribuídos entre nove estados, com percentuais geralmente abaixo da média nacional.
Alagoas está entre os menores índices regionais.
Isso reforça a necessidade de:
– Manutenção da rede hospitalar pública
– Ampliação de leitos e especialidades
– Investimento em eficiência


