ALERTA DE RISCO
Ex-apresentadora morre aos 48 anos; especialista alerta sobre sinais de alergia grave e atendimento imediato
A morte de Janaína Barbosa, ex-apresentadora do TV Fama, aos 48 anos, trouxe à tona um alerta sobre os riscos do choque anafilático. Segundo Camila Avesani, amiga da artista desde a infância, ela teria sofrido uma reação alérgica grave após tomar um medicamento de uso esporádico.
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A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave, de início geralmente rápido, que pode comprometer a respiração e a circulação sanguínea. Quando ocorre queda importante da pressão arterial e comprometimento circulatório, o quadro pode evoluir para choque anafilático. Embora seja frequentemente associada a alimentos, como amendoim, leite e frutos do mar, a condição também pode ser desencadeada por medicamentos, picadas de insetos e outras substâncias.
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Risco
Em conversa com a coluna, a alergista e imunologista Brianna Nicoletti alertou que um dos maiores perigos é acreditar que toda reação alérgica começa com manifestações leves e facilmente reconhecíveis. Em determinadas situações, a evolução pode ser rápida, exigindo intervenção médica imediata.
“Um dos erros mais comuns é acreditar que toda alergia começa com pequenas manchas ou coceira. Algumas reações podem evoluir rapidamente e comprometer diferentes sistemas do organismo. Por isso, os pais precisam reconhecer sinais como dificuldade respiratória, inchaço na garganta, prostração intensa e alterações de consciência, que exigem atendimento imediato”, disse.
“Um dos erros mais comuns é acreditar que toda alergia começa com pequenas manchas ou coceira. Algumas reações podem evoluir rapidamente e comprometer diferentes sistemas do organismo. Por isso, os pais precisam reconhecer sinais como dificuldade respiratória, inchaço na garganta, prostração intensa e alterações de consciência, que exigem atendimento imediato”, disse.
Entre os principais sintomas de anafilaxia estão falta de ar, chiado no peito, sensação de fechamento da garganta, inchaço da língua, tontura, desmaio e queda da pressão arterial. Manchas vermelhas, urticária e coceira também podem aparecer, mas não estão presentes em todos os casos. Isso significa que a ausência de alterações na pele não descarta uma reação alérgica grave.
A reação alérgica
Uma reação alérgica grave pode ocorrer mesmo em pessoas que já utilizaram determinado medicamento anteriormente sem apresentar sintomas. Isso acontece porque a sensibilização do sistema imunológico pode se desenvolver após exposições anteriores, embora nem toda reação a medicamentos tenha mecanismo alérgico.
De acordo com Brianna Nicoletti, os remédios estão entre os principais desencadeantes de anafilaxia no Brasil. Nesse grupo, destacam-se os anti-inflamatórios não esteroides e as pirazolonas, família à qual pertence a dipirona, medicamentos amplamente utilizados e que, muitas vezes, podem ser adquiridos sem receita médica. Os antibióticos também aparecem entre os principais responsáveis por reações graves.
Problemas futuros
A especialista ressaltou, ainda, que esse comportamento do organismo ajuda a entender por que algumas reações surpreendem pacientes que nunca tiveram histórico conhecido de alergia. Embora o uso anterior sem intercorrências seja uma informação relevante, ele não elimina completamente a possibilidade de uma reação futura. No caso de Janaína Barbosa, entretanto, não há informações suficientes para identificar o medicamento envolvido ou estabelecer as circunstâncias clínicas da reação.
Outro aspecto importante é que a intensidade da reação não depende necessariamente da quantidade ingerida. Em pessoas suscetíveis, uma exposição pode ser suficiente para desencadear manifestações graves. Por isso, o histórico de alergias deve ser informado aos profissionais de saúde, e reações anteriores precisam ser investigadas por um especialista.
O que fazer?
A anafilaxia é uma emergência médica. Diante de sintomas como dificuldade para respirar, inchaço da garganta, desmaio ou sinais de comprometimento circulatório após contato com uma possível substância desencadeante, a orientação é acionar imediatamente o Samu, pelo número 192.
A adrenalina intramuscular é o tratamento de primeira escolha e deve ser administrada o mais rapidamente possível quando há suspeita de anafilaxia, conforme orientação médica e protocolos de emergência. Pessoas que já possuem indicação de adrenalina autoinjetável devem utilizá-la seguindo seu plano de ação. Antialérgicos e corticoides não substituem a adrenalina no tratamento inicial da reação grave.
Mesmo quando os sintomas apresentam melhora, é necessária avaliação em serviço de emergência, pois algumas reações podem voltar a se manifestar após um período de aparente recuperação.
O caso de Janaína reforça a importância de reconhecer os sinais de alerta e não subestimar sintomas que aparecem após o uso de medicamentos. A investigação especializada é fundamental para identificar possíveis desencadeantes, orientar a prevenção e reduzir os riscos de novas exposições.
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